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Copa, Olimpíadas e eleições: qual é o legado para a sua cidade?

28/08/2012

Evento: Copa, Olimpíadas e eleições: qual é o legado para a sua cidade?
Local: Auditório do Campus Aimorés do Centro Universitário UNA – Rua Aimorés, 1451 – Lourdes (próximo da Praça da Liberdade)
Data: 31 de agosto de 2012 (sexta-feira)
Horário: 9h30 às 12h30

Carta Aberta ao Desembargador Roney Oliveira

20/09/2011

Carta Aberta ao Desembargador Roney Oliveira

Belo Horizonte, 17 de setembro de 2011.

 

 

“Na aplicação da Lei, o Juiz atenderá aos fins
Sociais a que ela se dirige e às exigências
do bem comum.”(Art. 5o da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro)

A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte…
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer…

A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade…
(Comida – Titãs)

Caríssimo Senhor Desembargador:

Foi com imensa tristeza que soube de Vossa decisão de determinar o imediato retorno dos professores mineiros ao trabalho, ou seja, às salas de aula. Não posso negar, também, que fiquei surpreso ao ler o teor do texto que fundamenta/justifica a decisão de Vossa Senhoria.

Como cidadão, professor, e, como o Senhor, funcionário público remunerado pela população – inclusive a dos “grotões mineiros” em que, segundo vosso texto, fruto de vosso insuspeito conhecimento de causa, as crianças vão à escola “mais atraídos pelo pão do que pelo ensino” –, também considero importante que “na aplicação da Lei, o Juiz atenderá aos fins Sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.” Mas, pergunto, Senhor Desembargador, estaria mesmo a vossa decisão colaborando para o bem comum?

No plano nacional, a nossa primeira Constituição, de 1824, já determinava que a educação elementar seria pública e gratuita. Em nosso passado recente, a Magna Constituição de 1988 garante esse mesmo direito e expande ao determinar a natureza pública e subjetiva do mesmo. O mesmo faz, como não poderia deixar de fazê-lo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (1991) e a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (1996).

Veja, Senhor Desembargador, em Minas Gerais a primeira legislação para a instrução pública, a Lei no. 13, é do ano de 1835. Ou seja, foi uma das primeiras leis que nossos legisladores acharam por bem aprovar porque reconheciam, mesmo dentro de limites às vezes estritos, a importância da educação pública. De lá para cá, se contarmos, veremos centenas de atos legislativos que, como aquela Lei fundadora, vieram garantir o legítimo direitos dos cidadãos a uma educação pública, gratuita e de qualidade.

No entanto, poderíamos perguntar: estariam esses direitos sendo garantidos de fato? Sabemos que não, e não apenas para os dos “grotões mineiros”. E isto não apenas hoje. Ensina-nos a história da educação mineira que desde o século XIX tem-se muito claro que os professores
constituem elemento fundamental para a qualidade da escola. No entanto, desde lá também se sabe o quão difícil é garantir a entrada e permanência dos professores na profissão. Veja, Senhor Desembargador, o que dizia um Presidente da Província de Minas em 1871, isto é, há 140 anos: “À par da crêação das escolas normaes devem se augumentar os vencimentos dos professores. Não se pode esperar que procurem seguir carreira tão pouco retribuída aquelles, que, depois de instruídos nas escolas normaes, sejão convidados para outros empregos com esperança de um futuro lisongeiro”. [Antonio Luiz Affonso de Carvalho, Presidente da Província de Minas Gerais, em 02/03/1871]

Passados todos estes anos, e não são poucos, o que demonstram, hoje, a experiência dos professores mineiros e as mais diversas pesquisas acadêmicas é que em breve faltarão professores para a escola básica brasileira. Aliás, para algumas disciplinas essa falta já é sentida hoje. Mas não apenas isto. O mais grave é que, independentemente do número, verifica-se que a profissão perdeu, de vez, o poder de atrair/seduzir jovens talentos. Ou seja, a tarefa socialmente relevante e culturalmente fundamental de conduzir as novas gerações ao mundo adulto já não atrai parcela significativa (e necessária) de sujeitos dessa mesma sociedade. É como se os jovens estivessem dizendo: não vale a pena jogar o melhor das minhas energias nessa tarefa, apesar de sua relevância social e cultural.

Veja, pois, Senhor Desembargador, que o poder público mineiro vem lesando, há séculos, nossas crianças em seu mais que legítimo direito à educação. E, convenhamos, a considerar o atual salário dos professores mineiros, mesmo se comparado ao Vosso tempo de “vacas magras”, a atual administração estadual nada fez para atacar o problema. Muito pelo contrário, o agravou com a famigerada política de subsídio. Considere, pois, Senhor Desembargador, que as “queridas vacas”, como dizia a adorável professora do Drummond, estão tão magras que em breve delas não teremos nem o leite, nem a carne, nem o osso e nem mesmo o berro!

É louvável, Senhor Desembargador, a Vossa preocupação com a fome das crianças dos “grotões mineiros”, assim como com a garantia do direito à educação para a toda a população mineira e com os danos causados pela greve ao alunado. Por outro lado, não posso concordar que essa greve seja abusiva ou que precisaria se arrastar ad aeternum. Parece-me, aqui, que uma das formas de a Justiça contribuir
para garantir, na aplicação da Lei, os “fins Sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum”, seria obrigar Estado mineiro a cumprir, sem subterfúgio, a legislação existente e instruí-lo a reformar a péssima Carreira Docente em vigor. Esta contribui mais para a desmotivação do professorado do que lhe acena com os justos ganhos decorrentes da busca por mais e melhor formação e da comprovada
experiência adquirida no exercício da profissão.

Sabemos, Senhor Desembargador, que a justa decisão daquele que, mantido pelo poder público, tem o dever e a legitimidade para decidir, é, também, aquela que interpretando a Lei, de mãos dadas com a experiência passada, descortina, no presente, o futuro que pretende criar. A Justiça, Senhor Desembargador, se faz quando se tem em mente os problemas (futuros) que nossas soluções criarão ou deixarão de criar. A Justiça se faz, também, quando combate injustiças duradouras e possibilita a criação de condições de uma duradoura justiça! Se o direito à educação de qualidade não se faz apenas garantindo o acesso, este direito está, hoje como ontem, ameaçado, e sua garantia não se faz na sala de aula e no pátio da escola, mas nas ruas e nas praças ocupadas pelos professores em greve. Neste momento, a continuidade da greve como forma de obrigar a administração estadual a responder, de fato, à situação humilhante dos professores estaduais com melhores salários e condições de trabalho, é a única forma de garantir o direito à educação, em cuja defesa todos nos irmanamos.

As crianças que freqüentam a escola pública e as famílias que pagam impostos para que o Estado a garanta, Senhor Desembargador, “não querem só comida”. Querem tudo a que têm direito! Têm direito, inclusive, a professores felizes e satisfeitos com seus salários e suas condições de trabalho! Professor que foi, aluno que aprendeu com alguma professora nos bancos de uma escola, o Senhor Desembargador deve saber também que a única forma de fazer uma boa escola ou uma boa escola é que os professores tenham, eles também, os seus direitos reconhecidos e protegidos. Eles não querem “só comida”!

Finalmente, Senhor Desembargador, é preciso lembrar que, contrariamente o ditado popular, nem sempre onde há fumaça há fogo. E, às vezes, pode haver fogo sem haver fumaça. Para isto, bastaria ver a Praça da Liberdade na sexta feira. O “gás de pimenta” pode “ser fogo”, como disse, em mensagem eletrônica uma professora que lá estava: “Para quem nunca inalou gás de pimenta, a sensação é a seguinte: um fogo na cara, um ódio no coração e muita tosse”. Mesmo sem a cobertura da fumaça, foi lá que o Estado de Minas, por meio de seus agentes legalmente constituídos, nos deu uma péssima lição de cidadania. Penso, Senhor Desembargador, que o episódio da Praça da Liberdade, este sim, merecia uma rápida investigação e a punição exemplar daqueles que, atualizando o que há de pior em nossa história, violentaram não apenas os professores, mas todos nós, cidadãos deste país. Logo, imagino, também ao Senhor. Acalentando o sonho de que nossas crianças e jovens possam ter garantido o direito a uma escola de qualidade e que os professores mineiros tenham garantido o seu legítimo direito a lutar pelos seus direitos, envio cordiais saudações.

Luciano Mendes de Faria Filho
Professor de História da Educação da UFMG
Coordenador do Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822/2022

Cultura em greve

27/08/2011

Os trabalhadores da Cultura querem prestar um melhor serviço à

sociedade. Nós somos os responsáveis pelos  teatros, bibliotecas,

museus e demais espaços culturais da União, pelo registro de direitos

autorais, pela aprovação de projetos culturais realizados com recursos

públicos,  pela preservação do patrimônio artístico e histórico nacional,

enfim,  pela elaboração e execução das políticas públicas  federais  de

Cultura.

 

O serviço prestado hoje à sociedade poderia ser muito melhor se o

pequeno quadro funcional fosse aumentado por meio de concursos

públicos e valorizado através de programas de qualificação. Para isso,

precisamos de mais verba federal para a Cultura.

 

O Governo destina apenas 0,06% de sua verba para a Cultura, enquanto

dedica quase 45% da arrecadação para a administração de juros e

amortizações da dívida interna e externa. A arrecadação federal

aumentou  21% no mês de julho. A Receita Federal arrecadou em um

único mês 90 bilhões de reais, batendo recorde histórico. Enquanto isso,

cerca de 40% dos servidores que ingressaram no Ministério da Cultura

nos últimos concursos públicos já deixaram seus cargos em razão dos

baixos salários, os mais baixos de todo o serviço público federal.

NÃO EXISTE POLÍTICA PÚBLICA DE QUALIDADE PARA A SOCIEDADE

SEM SERVIDOR PÚBLICO CAPACITADO

 

Por isso, os servidores da Cultura estão em greve nacional desde o dia

22 de agosto.

 

Mas por que a greve agora?

 

O Governo, por meio do PLP 549, ameaça os trabalhadores do  serviço

público federal de congelamento de salários por 10 anos. Em 10 anos, o

salário não terá mais o mesmo poder de compra e o custo de vida terá

aumentado. Só em 2010, a inflação superou o índice de 5 %. Para quem

se aposenta, a perda será ainda maior, pois grande parte do salário não

integra a aposentadoria.

Desde 2007, no segundo governo Lula, os trabalhadores da Cultura

esperam o cumprimento de acordo assinado entre o governo e a

categoria, que já estava há 10 anos sem reajuste. Entre os pontos

pendentes desse acordo está o incentivo à capacitação profissional, cujo

impacto financeiro é irrisório sobre as contas públicas.

 

QUEREMOS MAIS VERBA PARA A CULTURA, MELHORES SALÁRIOS,

INCENTIVO À QUALIFICAÇÃO FUNCIONAL E CONCURSOS PÚBLICOS JÁ!!!

Pois, se não existe arte sem artista, NÃO EXISTE POLÍTICA PÚBLICA SEM

SERVIDOR PÚBLICO.


Publicações do Rizoma.net em .pdf

23/08/2011

Olá pessoal,

Tudo bem? Agora está completo e disponível em PDF todo o acervo de textos do antigo site Rizoma.net, os textos foram organizados em e-books gratuitos de acordo com as seções do site: Afrofuturismo, Anarquitextura, Artefato, Câmera Olho, Conspirologia, Desbunde, E-spaço, Esquizofonia, Gibi, Hierografia, Intervenção, Lisergia Visual, Mutação, Neuropolítica, Ocultura, Panamérica, Potlach, Recombinação.

O download pode ser feito a partir desta página:
http://virgulaimagem.redezero.org/rizoma-net/

Faça download dos PDFs, leia e divulgue :-)

O Rizoma.net foi um importante site que abrigou rico acervo de artigos sobre ativismo, contra cultura e intervenção urbana. O site saiu do ar em 2009, mas o pessoal do CCR (Centro de Criação de Ruídos)  fez um grande esforço de editorar em PDF os textos das seções do site. O trabalho se completou recentemente com a ajuda de um voluntário que se identificou como Jesus. Todos os e-books estão disponibilizados para download gratuito. Aproveitem!
Abraços,
Marcelo
*direto da lista do Estudio Livre.

Debate aovivo na web: Criatividade, tecnologia e políticas públicas

23/08/2011
DEBATE IMPERDÍVEL 
NESTA 4a 24 de agosto 20H
NO AUDITÓRIO IBIRAPUERA
SÃO PAULO

GRÁTIS
SERÁ TRANSMITIDO PELA WEB

Criatividade Tecnologia 
Políticas Públicas

COM

GILBERTO GIL
LAWRENCE LESSIG
DANILO MIRANDA
SERGIO AMADEU
IVANA BENTES
RONALDO LEMOS
Deputada MANUELA D’ÁVILA
provocador: Claudio Prado

AS POLÍTICAS DIGITAIS NO MUNDO
CULTURA PEER TO PEER
MUNDO ÁRABE
PRAÇAS DA ESPANHA
ARRASTÕES NA INGLATERRA
CARETICE FRANCESA
CHINA VS USA?

O PAPEL DOS DIREITOS AUTORAIS NO SEC21
O PAPEL DO CREATIVE COMMONS

AS POLÍTICAS DIGITAIS NO GOVERNO DILMA

AI5 DIGITAL – LEI AZEREDO
MARCO CIVIL DA INTERNET
PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA
COMITÊ GESTOR DA INTERNET
EXISTE UMA CULTURA DIGITAL BRASILEIRA?
O MINISTRO HACKER AGORA É O MERCADANTE?
QUE SE PASSA NO MINC?
RETROCESSO?

POR FAVOR! DIVULGUEM
NAS LISTAS
FACEBOOK
TWITTER

PRECISAMOS BOMBAR ISSO!!

POLÊMICO – TENSO – INSTIGANTE – FUNDAMENTAL
IMPERDÍVEL

 

Maior jornal do Brasil processa blog independente e inaugura um novo tipo de censura

09/01/2011

por Desculpeanossafalha

Ação inédita na Justiça está sendo boicotada pela mídia brasileira, que é dominada por poucas famílias, e abre um precedente terrível para todos os blogueiros do país

A exemplo do que aconteceu na eleição do Obama e em outros pleitos na Europa, na recente disputa presidencial brasileira, que terminou com a eleição da candidata de Lula (Dilma Roussef), a internet teve peso inédito na campanha eleitoral. A atuação de centenas de blogs foi especialmente importante porque, em sua maioria, eles apoiaram a candidata de esquerda (Dilma) e, por outro lado, praticamente toda a mídia convencional (rádio, TVs, jornais e revistas) defendeu fortemente o candidato de oposição, José Serra, que formou uma poderosa coalização política-midiática-religiosa conservadora — que acabou derrotada. A importância da Internet ficou óbvia no último dia 24 de novembro, quando Lula concedeu a primeira entrevista de um presidente brasileiro exclusiva para blogueiros. Foi um claro reconhecimento à sua importância e ao contraponto que eles fizeram à mídia tradicional.

Em meio a esse cenário, surgiu em setembro um blog chamado Falha de S.Paulo, uma paródia ao maior jornal brasileiro, a Folha de S.Paulo. Em português, “Folha” é uma das formas de referir-se a um jornal. E “Falha” significa falha. Era um blog recheado de fotomontagens, brincadeiras e críticas ácidas ao noticiário da Folha. Eram críticas sempre bem-humoradas, porém duras. Para se ter uma ideia, uma das montagens de maior sucesso (e mais irônica) punha o rosto do dono do jornal, Otavio Frias Filho, no corpo de Darth Vader. Pois bem: após um mês no ar o jornal entrou na Justiça para censurar o blog. Pior: conseguiu. Ainda pior: além de conseguir cassar o endereço, a Folha abriu um processo de 88 páginas contra os criadores do site, pedindo indenização em dinheiro por danos morais.

O jornal alega “uso indevido de marca”, por causa da semelhança entre os nomes Folha e Falha e porque o logotipo do site era inspirado no do jornal. A paródia foi criada por dois irmãos (Lino e Mário Ito Bocchini) que não têm ligação com nenhum partido político ou qualquer outra entidade. São duas pessoas “avulsas”, o primeiro jornalista e o segundo, designer. E agora os irmãos estão tendo uma dificuldade brutal (e gastando bastante dinheiro) para se defender na Justiça de uma ação volumosa do maior jornal do país. E a previsão dos advogados e professores de direito ouvidos pela dupla é a de que a Folha deve ganhar a ação, mais por ser uma companhia grande e poderosa e menos pelo mérito da questão em si.

Aqui entra o motivo pelo qual os irmãos Bocchini resolveram levar a questão para além das fronteiras do país: no Brasil, menos de 10 famílias dominam os grandes meios de comunicação. E uma dessas famílias é justamente a Frias, que ficou incomodada com a Falha de S.Paulo e suas brincadeiras como a do Darth Vader. Por corporativismo, nunca um órgão de uma família noticia algo relacionado à outra. É uma espécie de tradição brasileira. A censura de um blog, ainda mais seguida de um pedido de indenização, é uma ação judicial inédita no Brasil. Por conta disso, os irmãos Bocchini estão sendo chamados a diversos eventos de comunicação, convidados a dar palestras etc. Estão recebendo muita solidariedade de blogueiros e ativistas por liberdade de expressão de todo país, e figuras públicas como o ex-ministro Gilberto Gil gravaram depoimentos condenando a censura e o processo da Folha. Mesmo assim jornais rádios, TVs e revistas seguem ignorando completamente o assunto.

A preocupação geral é que, se o jornal ganhar essa ação inédita (como tudo indica que vá acontecer), um recado claro estará dado às demais grandes corporações brasileiras, sejam de comunicação ou não: se alguém incomodar você na Internet, invente uma desculpa como essa do  “uso indevido de marca”. A Justiça irá tirar o site do ar e ainda lhe conseguir uma indenização em dinheiro. Ou seja, está nascendo um novo tipo de censura em nosso país, justamente pelas mãos de quem vive da liberdade de expressão. E não estamos conseguindo furar o bloqueio da mídia convencional, dominada pelas tais poucas famílias que já dissemos. Por isso só nos resta agora apelar para o exterior.

 


O novo site dos irmãos Bocchini, o www.desculpeanossafalha.com.br tem todos os detalhes da censura. Os posts são em português, mas lá você confere esse texto em inglês, francês ou espanhol. E pode escrever em qualquer uma dessas línguas para desculpeanossafalha@gmail.com

Censura no CMI!

27/12/2010

Temos muitas outras coisas boas para falar sobre o CMI neste editorial, mas resolvemos dedicá-lo a uma denúncia. O Centro de Mídia Independente vem sofrendo CENSURA. O caso é muito grave e importante pelos precedentes que abre, e precisa ser mais bem conhecido por todos, para gerar toda forma de apoio possível.

Resumidamente, provedoras de Internet estão bloqueando o acesso de seus clientes ao domínio midiaindependente.org. Mais especificamente: a Claro argumenta que uma sentença judicial está forçando-a a bloquear o acesso de seus usuários ao CMI. Suspeitamos que seja esta a mesma causa do bloqueio feito pela Net e pela Embratel ao CMI. Houve relato de bloqueio feito pela TIM, mas não tivemos mais informações sobre esta provedora.

Vamos expor todas as informações de que dispomos, então pedimos que leiam com atenção a descrição dos fatos sobre a CENSURA que o CMI vem sofrendo desde Abril deste ano. Organizamos tudo na forma de “perguntas e respostas” para facilitar. Clique no link abaixo, informe-se, divulgue e apóie nossa luta contra a censura!

Leia o texto completo aqui.

PORQUE SOMOS PROFESSORES

11/12/2010

por Tarcísio Mauro Vago e Rodolfo Novellino Benda (Professores da EEFFTO/UFMG)

[carta-texto reproduzida aqui não apenas pelo colega Kássio, mas por um manifesto à Educação].

 

Para o Professor de Educação Física Kássio Vinícius Castro Gomes, em honra de sua VIDA, e aos que compartilham a imensa dor de sua perda.

“Me diz como pode acontecer, um simples canalha mata um Rei, em menos de um segundo…”

Há exatos 30 anos, Milton Nascimento cantou este verso para Lennon.

Agora, tristes, dilacerados pela dor, perplexos e indignados, cantamos o mesmo verso para Kássio Vinícius Castro Gomes, o Filho, o Esposo, o Pai de 2 Crianças, o Amigo querido e generoso, o Professor de Educação Física de tantos Alunos e Alunas.

É impossível dimensionarmos racionalmente o tamanho desta perda…

Kássio era para nós também um Rei, mas um Rei escolhido por nós, do nosso jeito. E nós o perdemos tão cedo, quando tanta VIDA havia ainda para viver. Tantos sonhos, tantas histórias…

 

Como pode acontecer? Por que isso pôde acontecer?

 

É um “desenredo”, é esta “vida que a morte anda armando”, é esta “morte que a vida anda tendo…”, como cantaram dolorosamente Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro.

 

Mas, Kássio era daqueles que queriam a VIDA DA VIDA. Por isso, foi um Rei à sua maneira.

 

O nosso carinho por ele, a nossa homenagem para ele, é CONTINUAR A VIDA: SER KÁSSIO por aí afora, por onde estivermos, diante de crianças, de jovens, de adultos, enfim, diante dos humanos, em todos os seus sentimentos, asperezas e contradições.

 

É o que a VIDA de Kássio nos inspira. É o que sua VIDA nos exige. Porque foi isso que ele sempre fez: Viveu e quis ver a vida nascer, e a alegria se espalhar.

 

Kássio “ficou encantado”, diria Guimarães Rosa, e agora é Estrela, é Luz, é Saudade, é Inspiração. Uma Estrela a indicar caminhos, nos pedindo para insistir na Esperança, no Afeto, na Solidariedade, na Amorosidade, na Justiça.

 

Brilhe para nós, Kássio, que precisamos tanto, para CONTINUAR A VIDA.

 

E para CONTINUAR A VIDA é preciso EXIGIR que seja realizado o Direito de Kássio, de sua Família e de seus Amigos à Justiça. É o mínimo que lhe devemos, em honra de sua VIDA.

 

E nós estamos aqui para EXIGIR JUSTIÇA.

 

Como pode acontecer?

 

Este absurdo acontecimento, que causou comoção à população de Belo Horizonte e de Betim, onde Kássio morava, e estarreceu o Brasil, não pode ficar impune.

 

Um Professor chega para exercer seu Ofício em seu lugar de trabalho, o Instituto Izabella Hendrix. Em seu interior, é atacado por um estudante do Curso de Educação Física, que conseguiu entrar armado com faca nesta Instituição que se diz ‘protegida’. Em instantes, este Professor está morto. Um crime traiçoeiro, covarde, premeditado.

 

Infelizmente, foi também uma tragédia anunciada, e que poderia ter sido evitada: este aluno já havia causado problemas na Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), de Belo Horizonte, à qual esteve matriculado em 2008. Lá, ameaçou e perseguiu Professores e Estudantes, foi denunciado à Polícia, e sua família ‘convidada’ a retirá-lo de lá – expediente usado para não caracterizar expulsão.

 

Pelo Direito à Justiça, conclamamos que as autoridades desta Instituição, e também seus Professores e Estudantes, venham a público dar conhecimento dos problemas então causados por este aluno, enquanto esteve lá. Uma atitude que poderá ser decisiva.

 

Após ser ‘retirado’ da UNIVERSO, lamentavelmente, outra Instituição de Ensino Superior de Belo Horizonte,  o Instituto Izabella Hendrix, recebeu este aluno com uma simples transferência, sem realizar procedimentos acadêmicos rigorosos para o ingresso em seu corpo discente. Atitude que caracteriza descuido e irresponsabilidade acadêmicas. Ainda mais em uma Instituição que usa como propaganda o fato de ser centenária. Este tempo, por si só, não é garantia de qualidade. Mas, exatamente por ser centenária, esta Instituição tem como obrigação zelar por uma Educação Superior de qualidade. Infelizmente, parece mais evidente que orientou-se por interesses econômicos.

 

O que se exige e se espera desta Instituição, se ela quer respeitar sua própria História, e não maculá-la ainda mais, é que não se preocupe tanto em preservar seu nome, mas em assumir atitude digna diante da gravidade do acontecimento: expor à Justiça os fatos, com depoimentos de suas autoridades sobre todo o histórico escolar deste aluno e entregando todas as provas indiciárias de que dispuser.

 

E, principalmente, que ofereça, de fato e não por mera retórica, à Família do Professor Kássio, todo o amparo jurídico para realizar seu Direito à Justiça. Contratar Advogados e assumir seus custos são suas obrigações mínimas. O silêncio desta Instituição (o mesmo silêncio que pediu a seus Professores por mensagem eletrônica), as tentativas de tomar o fato como “caso isolado” e de procurar manter seu cotidiano em normalidade (procedimento mais que artificial, desumano), poderão ser vistos como sinônimos de cumplicidade com a violência. Será outra barbaridade contra o Professor Kássio e à sua Família.

 

Este lamentável acontecimento também exige ser analisado tendo em vista as circunstâncias em que se realiza o ensino superior privado no Brasil. É evidente a crise que muitas dessas Instituições experimentam, depois de anos de crescimento desordenado, em que critérios acadêmicos mínimos foram e são atropelados, em uma busca desesperada por alunos (mais verdadeiro será dizer ‘clientes’). A absoluta falta de rigor acadêmico em processos seletivos para ingresso expressa mensagem de que o que importa e acaba decidindo a entrada e a permanência de alunos em tais instituições é aumentar o efetivo que paga suas mensalidades. Sim, sabemos de exceções, sabemos que existem instituições privadas idôneas, mas elas apenas confirmam a regra.

 

A Educação Superior é direito de todos, e somos desde sempre favoráveis às ações que o ampliem, especialmente àqueles que sempre foram excluídos dele. No entanto, a realização deste direito há que ser simultânea à garantia da qualidade acadêmica da Educação Superior, o que só se consegue com princípios e práticas acadêmicas rigorosas, que não se deixam capturar nem tampouco reduzir aos interesses de uma indústria de diplomas – que não tem escrúpulos quando se trata de obter lucros.

 

A conseqüência é a banalização da Educação Superior, em que o ingresso, a permanência e a aprovação se dão a qualquer preço – ou melhor (ou pior), ao preço de uma mensalidade paga em dia. Sem critérios, sem rigor, sem procedimentos acadêmicos, o que temos? Temos isso que está aí…

 

Uma das conseqüências perversas disso que temos aí sob o nome de “ensino superior privado” é a exposição de Professores e Estudantes à insegurança, à violência, à barbárie. O Professor Kássio foi mais uma vítima destas circunstâncias. Importa compreender que tais circunstâncias não são obras do acaso: são produto do modus operandi predominante em instituições de ensino superior privado.

 

Particularmente, o Professor se vê desprotegido, desamparado e  desautorizado no exercício de seu Ofício.  É o maior prejudicado. Todos os dias a morte o espreita: a morte de sua vontade, a morte de seu ímpeto, a morte de seu desejo de se envolver com a Educação. E a morte mesmo, crua e bárbara. Temos morrido um pouco a cada dia…

 

No entanto, é preciso enfrentar essas mortes. Enfrentar a barbárie. Para que ela não se repita. A barbárie não pode ser maior que nós.

 

Por isso, a nossa dor de agora se expressa também em nossa rebeldia. Não é hora de calar.

 

Nos rebelamos contra o aviltamento de nosso Ofício de Professor. Nos rebelamos contra as precárias condições em que nosso trabalho se realiza, em que o salário humilhante é apenas a parte mais visível. Nos rebelamos contra a mercantilização da Educação.

 

Repudiamos este intolerável atentado à nossa condição de Professores.

 

Há algo de muito errado em uma sociedade em que Professores são mortos dentro de escolas…

 

Os Professores queremos isso: respeito à nossa condição.

 

O que temos feito?

 

Contra todas as dificuldades, e ainda que também estejamos sujeitos ao erro, temos nos esforçado para oferecer com o nosso trabalho uma contribuição para a Cidadania, procurando formar profissionais de várias áreas, todas necessárias ao País. Mas, nossa Profissão tem sido constantemente desvalorizada.

 

Tentamos primar pelo rigor acadêmico, valorizar a aquisição de conhecimentos fundamentais à formação e a intervenção profissionais. É o que a sociedade, com toda razão, espera de nós.

 

Porque somos Professores, trabalhamos com a palavra, o argumento, os conhecimentos vindos das ciências e das culturas para olhar a realidade que nos envolve.

 

Porque somos Professores, procuramos agir para potencializar o que é bom, e para enfrentar as nossas muitas dores sociais.

 

Porque somos Professores, assumimos compromissos com os problemas que afligem nosso País, nossas crianças, nossos jovens, nossos adultos.

 

Porque somos Professores, continuaremos trabalhando para a construção do presente, e do futuro. Não importa o quanto distante esteja. Importa é que estamos aqui.

 

Porque somos Professores, pedimos apenas isso: RESPEITO E DIGNIDADE PARA A NOSSA PROFISSÃO.

 

Porque somos Professores, exigimos JUSTIÇA: para o Kássio, para toda a sociedade.

 

Porque somos Professores, são estas as nossas maneiras de amar este nosso País tão querido.

 

Professores são aqueles que “escrevem cartas para o futuro”, alguém disse –  escrevem cartas no presente para que exista futuro…

 

O Professor Kássio vinha escrevendo suas cartas, e elas eram tão bonitas. E nós sabíamos disso. Todos os seus alunos e alunas sabem disso. Sua Família sabe disso.

 

Nós, seus amigos Professores de Educação Física, sentimos muito orgulho de tê-lo tido entre nós.

 

Porque somos Professores, PORQUE SOMOS KÁSSIO, continuaremos a escrever cartas. Não nos matem. Tratemos de cuidar da VIDA.

 

Pelo Kássio. Por nós. Pela própria VIDA.

 

A VIDA CONTINUA.

 

Sobre o Compartilhamento Legal face à Reforma da Lei de Direitos Autorais

08/12/2010

Carta escrita por Richard Stallman.

Sítio do Compartilhamento Legal.

Contribuição assinada por algumas universidades e artistas a respeito do artigo de compartilhamento de arquivos digitais.

 

Leiam e tirem suas próprias conclusões.

A minha opinião, por enquanto, está em suspenso, a espera dos debates.

 

 

 

Zé de Abreu disseca José Serra: não cumpriu mandato nem de Pres. da UNE! fugiu antes

26/10/2010

Lula lá: brilhou, brilha e continua a brilhar…

26/10/2010

 

 

Inspiração direto daqui.

Comitê imaginário do PSDB

24/10/2010

Abaixo-assinado Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014

24/10/2010

Caros leitores, blogueiros e internautas,

Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado online: «Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.»
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2009N5

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar.

Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos. Vamos juntos fazer democracia!

Obrigado,
Juliana Viana.



Vota Serra pq…

22/10/2010

Abraço na Contorno com Dilma – ponto Estadual Central

21/10/2010