Posts Tagged ‘educação’

Proex avalia propostas da UFMG ao Fundo Nacional de Cultura

03/09/2012

O Ministério da Cultura (Minc) publicou edital que abre processo seletivo e prevê apoio a projetos por parte do Fundo Nacional de Cultura (FNC). As inscrições poderão ser feitas até 24 de setembro, e a Pró-reitoria de Extensão (Proex) receberá propostas originadas na UFMG até terça-feira, 18 de setembro, às 13h.

O intuito da iniciativa – que vai distribuir R$ 10,5 milhões – é fomentar e incentivar ações da cultura brasileira. Podem participar órgãos da administração pública direta e indireta nos estados, municípios e Distrito Federal, além de instituições privadas de natureza cultural sem fins lucrativos com, no mínimo, três anos de atividade comprovada, Cada participante poderá apresentar apenas um projeto por categoria.

As propostas elaboradas na UFMG devem ser encaminhadas à Coordenadoria de Apoio à Gestão de Extensão (CGE) pelo endereço cge@proex.ufmg.br. O telefone da CGE é o (31) 3409-4637.

Categorias
Os recursos serão divididos em cinco categorias:

Categoria 1: Projetos que fomentem ou desenvolvam atividades voltadas para o processo de criação, formação, promoção, difusão, produção, divulgação e circulação, fruição de bens, serviços e expressões artísticas e culturais brasileiras.

Categoria 2: Projetos que fortaleçam espaços, redes e circuitos culturais, considerando os seguintes eixos: cultura e diversidade; cultura e cidadania; comunicação e cidadania; gestão de redes; redes criativas e colaborativas; e redes de cooperação e sistemas locais de inovação.

Categoria 3: Projetos que visam implantar, ampliar, modernizar e recuperar espaços culturais de acesso público, por meio de construção, reforma, aquisição de equipamentos e material permanente.

Categoria 4: Projetos que visam preservar, identificar, proteger, valorizar e promover o patrimônio cultural brasileiro, fortalecendo identidades e criando condições para sua sustentabilidade.

Categoria 5: Projetos voltados ao fomento de atividades, difusão de conteúdos e estímulo à inovação audiovisual.

Fonte:  https://www.ufmg.br/online/arquivos/025216.shtml

 

IX Encontro Virtual de Documentação em Software Livre (EVIDOSOL) e VI Congresso Internacional de Linguagem e Tecnologia online (CILTEC-online)

06/03/2012

Prezados colegas,

Com o apoio da Faculdade de Letras da UFMG, de seu Centro de Extensão (CENEX) e do Kósmos (UFSM), o grupo Texto Livre convida a todos para o IX Encontro Virtual de Documentação em Software Livre (EVIDOSOL) e VI Congresso Internacional de Linguagem e Tecnologia online (CILTEC-online), a ocorrer de 04 a 06 de junho de 2012.

Além das conferências e mesas redondas já confirmadas, o evento selecionará propostas a serem apresentadas em IRC (chat) ou em Fóruns, cujas inscrições podem ser feitas de acordo com o calendário:

Submissão de propostas: de 05 de março a 20 de abril
Inscrição como ouvinte: até 04 de junho

As propostas, em português, espanhol, inglês ou italiano, deverão se adequar às seguintes trilhas ou linhas: Linguagem e Tecnologia, Produção Textual no Computador, Divulgação de Software Livre, Documentação em Software Livre, Hipertexto, Jornalismo na Internet, Blogs e Wikis, Ensino na Internet, Comunidades Virtuais, Inclusão Digital e Cultura Livre.

Inscrições tanto para submissão de propostas quanto para “ouvintes” podem ser feitas no mesmo sistema, pelo link “inscrições”. Pedimos que leiam atentamente as instruções para submissão de proposta, que sofreu mudanças em relação aos eventos anteriores. Maiores detalhes estão disponíveis no menu do site oficial do evento: http://gkosmos.com/evidosol/

Obs.: não é cobrada taxa de inscrição e todos os participantes terão direito a certificados.

Atenciosamente,
Organização do Evidosol/Ciltec-online
http://gkosmos.com/evidosol/
evidosol@gmail.com
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Estimados compañeros,

Con mucho gusto, el Grupo Texto Libre les invita a presentar propuestas para el IX Encuentro Virtual de Documentación en Software Libre (Evidosol) y el VI Congreso de Lenguaje y tecnología (Ciltec-online).

Las inscripciones estarán abiertas de 05 de marzo hasta el 20 de abril del 2012 para panelistas o asistentes que deseen recibir certificado. Los interesados en presentar trabajo pueden enviar sus resúmenes en portugués, inglés, español o italiano, de acuerdo con los siguientes temas: Hipertexto, Blogs y Wikis, Enseñanza e Internet; Cultura Libre, Divulgación de Software libre, Documentación en Software Libre, Lenguaje y Tecnología y Producción Textual en Computadora.

El objetivo del evento es ampliar el debate respecto al diálogo entre lenguaje y tecnología por medio de la presentación de investigaciones y relatos de experiencias. Por ser un evento virtual, supera la barrera de la distancia física, facilitando la participación de interesados.

El evento se dará virtualmente en canales de chat (IRC) y Foro, es gratuito.

Todos los participantes recibirán certificados.

Más informaciones e inscripciones en el sitio:http://gkosmos.com/evidosol/

Atentamente,
Grupo Texto Livre
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Dear colleagues,

Grupo Texto Livre (“The Open Text Group”) invites all for submission of abstracts to the 9th Virtual Meeting of Documentation in Free Software ( “IX Encontro Virtual de Documentação em Software Livre” – Evidosol) and 6rd Congress of Language and Technology (“VI Congresso de Linguagem e Technologia” – Ciltec-online).

The deadline for abstract submissions by presenters or enrollment by attendees who would like to receive a certificate of participation is April 20, 2012. The abstracts can be sent by the presenters in Portuguese, English, Spanish or Italian and must cover the following topics: Hypertext, Blogs and Wikis, Education and Internet, Open Culture, Awareness of Open Software, Documentation in Open Software, Language and Technology, Computer-mediated Text, Virtual Communities and Journalism on the Internet.

The goal of the event is to extend the debate around the dialogue between language and technology by means of presentations of research studies, experiences and best practices. Since this is a virtual event, it surpasses geographical barriers, facilitating the participation of the interested parties.

The event will happen virtually in chat rooms (IRC) and Forum; it is free of charge.

All the participants will receive a certificate of participation.

More information about, and make your subscription in the site:
http://gkosmos.com/evidosol/

Gratefully,
Texto Livre Group
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Fonte: Lista Estudio Livre

 

XIII Seminário “O Lazer em Debate” no ar!

01/12/2011

Bem vindos ao XIII Seminário “O Lazer em debate” 

 

13 a 15 de junho de 2012

Esta edição é proposta pelo Centro de Estudos de Lazer e Recreação (CELAR) e pelo Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Estudos do Lazer, ambos da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A inscrição de trabalhos segue até o dia 16 de março de 2012!

Ciclo de Estudos e Diálogos sobre o Lazer: Reflexão e formação no âmbito internacional

08/10/2011

Promoção: Mestrado Interdisciplinar em Lazer/UFMG

Apoio: PRPG/UFMG

 

 

Inscrições gratuitas através do e-mail lazeramerica@gmail.com

Vagas limitadas – outras informações no site: http://grupootium.wordpress.com

 

Local: Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG

 

 

PROGRAMAÇÃO

 

28/10/2011 (6ª feira)14:00

  • Conferência: Australian Leisure: From Antiquity to Modernity

 

Conferencista: Prof. Francis Lobo

Professor Doutor da School of Marketing Tourism and Leisure at Edith Cowan University, Austrália. Autor de livros e artigos, ministrou conferências sobre o lazer em mais de 40 países. É um dos Diretores da Organização Mundial do Lazer e, atualmente, é Presidente eleito da Academia Americana do Lazer (2010-2012). Contemplado em 2000 com o Frank Stewart Award (Austrália).

Obs: Haverá tradução simultânea. Local: Auditório da EEFFTO/UFMG.

 

28/10/2011 (6ª feira)15:30

  • Conferência: “Event Management: A Critique”

 

Conferencista: Prof. Chris Rojek

Professor Doutor de Sociologia e Cultura na Brunel University, Londres. Publicou muitos livros, destacando-se: Pop Music, Pop Culture (2011); The Labour of Leisure (2010); Leisure Theory (2005),  Leisure and Culture (2000), Decentring Leisure (1995) e Capitalism and Leisure Theory (1985).

Obs: Haverá tradução simultânea. Local: Auditório da EEFFTO/UFMG.

 

 

31/10/2011 (2ª feira)9:00

Mesa-Redonda: “Propostas formativas de Mestrado em Lazer /Tiempo Libre/Recreación na América Latina”

Local: Mini-auditório da EEFFTO/UFMG.

 

Expositores:

  • Costa Rica (UCR): Prof. Carlos Ballestero Umaña

Master en Gerontología, título obtenido en la Universidad de Costa Rica. Actualmente es el Sub Director de la Escuela de Educación Física y Deportes, coordina la Maestría Profesional en Recreación y forma parte de la Comisión de Posgrado en Ciencias del Movimiento Humano y la Recreación y de la Comisión de Acción Social de la Escuela.

 

  • Equador (ESPE): Profa. Carmita Quizhpe

Médica especializada em Medicina Esportiva, Mestre em Docência Universitária e PhD em Ciências Aplicadas a Atividade Física, Esporte e Recreação. Docente da ESPE/Equador e coordenadora do Mestrado em Recreação. Participou como conferencista e ministrou cursos de atualização em vários países, incluindo Equador, Estados Unidos, México, Cuba, Venezuela, Brasil, Peru e Espanha, entre outros.

 

  • Brasil (UFMG): Prof. Hélder Ferreira Isayama

Graduado em Educação Física (Univ. Júlio de Mesquita Filho), Mestre em Educação Física (UNICAMP) e Doutor em Educação Física (UNICAMP). Professor do Programa de Mestrado em Lazer da UFMG, Editor da Revista Licere, e Líder do Grupo de Pesquisa “Oricolé – Laboratório de Pesquisas sobre Formação e Atuação Profissional em Lazer”.

 

  • México (URMH): Profa. Isis Yolanda Aguilar Galván

Doutoranda em Lazer (Ocio) pela Universidad de Deusto em Bilbao (Espanha), tem desenvolvido estudos sobre recreação e orientação familiar. Coordenadora do Mestrado em Recreação e Administração do Tempo Livre, Diretora da Escola de Trabalho Social e Recreação. Membro da Academia de Tempo Livre, Fundadora e coordenadora da RECREARTE: agrupação da Universidade Regional Miguel Hidalgo/México, que promove programas de recreação comunitária e de voluntariado social.

 

  • México (UniYMCA): Profa. Marisela Olivares Sustersick

Licenciada em Administração do Tempo Livre pela Universidade YMCA e Mestre em Administração do Tempo Livre e Recreação pela Universidad Regional Miguel Hidalgo. Membro do Colegio de Turismo da Cidade do México. Atualmente é Coordenadora da Licenciatura em Administração do Tempo Livre e do Mestrado em Recreação da Universidade YMCA.

 

 

 

Para se inscrever gratuitamente nestas atividades, envie um e-mail para lazeramerica@gmail.com com os seguintes dados: Nome completo, CPF, CI, endereço, telefone e instituição.

 

VAGAS LIMITADAS !

Carta Aberta ao Desembargador Roney Oliveira

20/09/2011

Carta Aberta ao Desembargador Roney Oliveira

Belo Horizonte, 17 de setembro de 2011.

 

 

“Na aplicação da Lei, o Juiz atenderá aos fins
Sociais a que ela se dirige e às exigências
do bem comum.”(Art. 5o da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro)

A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte…
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer…

A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade…
(Comida – Titãs)

Caríssimo Senhor Desembargador:

Foi com imensa tristeza que soube de Vossa decisão de determinar o imediato retorno dos professores mineiros ao trabalho, ou seja, às salas de aula. Não posso negar, também, que fiquei surpreso ao ler o teor do texto que fundamenta/justifica a decisão de Vossa Senhoria.

Como cidadão, professor, e, como o Senhor, funcionário público remunerado pela população – inclusive a dos “grotões mineiros” em que, segundo vosso texto, fruto de vosso insuspeito conhecimento de causa, as crianças vão à escola “mais atraídos pelo pão do que pelo ensino” –, também considero importante que “na aplicação da Lei, o Juiz atenderá aos fins Sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.” Mas, pergunto, Senhor Desembargador, estaria mesmo a vossa decisão colaborando para o bem comum?

No plano nacional, a nossa primeira Constituição, de 1824, já determinava que a educação elementar seria pública e gratuita. Em nosso passado recente, a Magna Constituição de 1988 garante esse mesmo direito e expande ao determinar a natureza pública e subjetiva do mesmo. O mesmo faz, como não poderia deixar de fazê-lo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (1991) e a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (1996).

Veja, Senhor Desembargador, em Minas Gerais a primeira legislação para a instrução pública, a Lei no. 13, é do ano de 1835. Ou seja, foi uma das primeiras leis que nossos legisladores acharam por bem aprovar porque reconheciam, mesmo dentro de limites às vezes estritos, a importância da educação pública. De lá para cá, se contarmos, veremos centenas de atos legislativos que, como aquela Lei fundadora, vieram garantir o legítimo direitos dos cidadãos a uma educação pública, gratuita e de qualidade.

No entanto, poderíamos perguntar: estariam esses direitos sendo garantidos de fato? Sabemos que não, e não apenas para os dos “grotões mineiros”. E isto não apenas hoje. Ensina-nos a história da educação mineira que desde o século XIX tem-se muito claro que os professores
constituem elemento fundamental para a qualidade da escola. No entanto, desde lá também se sabe o quão difícil é garantir a entrada e permanência dos professores na profissão. Veja, Senhor Desembargador, o que dizia um Presidente da Província de Minas em 1871, isto é, há 140 anos: “À par da crêação das escolas normaes devem se augumentar os vencimentos dos professores. Não se pode esperar que procurem seguir carreira tão pouco retribuída aquelles, que, depois de instruídos nas escolas normaes, sejão convidados para outros empregos com esperança de um futuro lisongeiro”. [Antonio Luiz Affonso de Carvalho, Presidente da Província de Minas Gerais, em 02/03/1871]

Passados todos estes anos, e não são poucos, o que demonstram, hoje, a experiência dos professores mineiros e as mais diversas pesquisas acadêmicas é que em breve faltarão professores para a escola básica brasileira. Aliás, para algumas disciplinas essa falta já é sentida hoje. Mas não apenas isto. O mais grave é que, independentemente do número, verifica-se que a profissão perdeu, de vez, o poder de atrair/seduzir jovens talentos. Ou seja, a tarefa socialmente relevante e culturalmente fundamental de conduzir as novas gerações ao mundo adulto já não atrai parcela significativa (e necessária) de sujeitos dessa mesma sociedade. É como se os jovens estivessem dizendo: não vale a pena jogar o melhor das minhas energias nessa tarefa, apesar de sua relevância social e cultural.

Veja, pois, Senhor Desembargador, que o poder público mineiro vem lesando, há séculos, nossas crianças em seu mais que legítimo direito à educação. E, convenhamos, a considerar o atual salário dos professores mineiros, mesmo se comparado ao Vosso tempo de “vacas magras”, a atual administração estadual nada fez para atacar o problema. Muito pelo contrário, o agravou com a famigerada política de subsídio. Considere, pois, Senhor Desembargador, que as “queridas vacas”, como dizia a adorável professora do Drummond, estão tão magras que em breve delas não teremos nem o leite, nem a carne, nem o osso e nem mesmo o berro!

É louvável, Senhor Desembargador, a Vossa preocupação com a fome das crianças dos “grotões mineiros”, assim como com a garantia do direito à educação para a toda a população mineira e com os danos causados pela greve ao alunado. Por outro lado, não posso concordar que essa greve seja abusiva ou que precisaria se arrastar ad aeternum. Parece-me, aqui, que uma das formas de a Justiça contribuir
para garantir, na aplicação da Lei, os “fins Sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum”, seria obrigar Estado mineiro a cumprir, sem subterfúgio, a legislação existente e instruí-lo a reformar a péssima Carreira Docente em vigor. Esta contribui mais para a desmotivação do professorado do que lhe acena com os justos ganhos decorrentes da busca por mais e melhor formação e da comprovada
experiência adquirida no exercício da profissão.

Sabemos, Senhor Desembargador, que a justa decisão daquele que, mantido pelo poder público, tem o dever e a legitimidade para decidir, é, também, aquela que interpretando a Lei, de mãos dadas com a experiência passada, descortina, no presente, o futuro que pretende criar. A Justiça, Senhor Desembargador, se faz quando se tem em mente os problemas (futuros) que nossas soluções criarão ou deixarão de criar. A Justiça se faz, também, quando combate injustiças duradouras e possibilita a criação de condições de uma duradoura justiça! Se o direito à educação de qualidade não se faz apenas garantindo o acesso, este direito está, hoje como ontem, ameaçado, e sua garantia não se faz na sala de aula e no pátio da escola, mas nas ruas e nas praças ocupadas pelos professores em greve. Neste momento, a continuidade da greve como forma de obrigar a administração estadual a responder, de fato, à situação humilhante dos professores estaduais com melhores salários e condições de trabalho, é a única forma de garantir o direito à educação, em cuja defesa todos nos irmanamos.

As crianças que freqüentam a escola pública e as famílias que pagam impostos para que o Estado a garanta, Senhor Desembargador, “não querem só comida”. Querem tudo a que têm direito! Têm direito, inclusive, a professores felizes e satisfeitos com seus salários e suas condições de trabalho! Professor que foi, aluno que aprendeu com alguma professora nos bancos de uma escola, o Senhor Desembargador deve saber também que a única forma de fazer uma boa escola ou uma boa escola é que os professores tenham, eles também, os seus direitos reconhecidos e protegidos. Eles não querem “só comida”!

Finalmente, Senhor Desembargador, é preciso lembrar que, contrariamente o ditado popular, nem sempre onde há fumaça há fogo. E, às vezes, pode haver fogo sem haver fumaça. Para isto, bastaria ver a Praça da Liberdade na sexta feira. O “gás de pimenta” pode “ser fogo”, como disse, em mensagem eletrônica uma professora que lá estava: “Para quem nunca inalou gás de pimenta, a sensação é a seguinte: um fogo na cara, um ódio no coração e muita tosse”. Mesmo sem a cobertura da fumaça, foi lá que o Estado de Minas, por meio de seus agentes legalmente constituídos, nos deu uma péssima lição de cidadania. Penso, Senhor Desembargador, que o episódio da Praça da Liberdade, este sim, merecia uma rápida investigação e a punição exemplar daqueles que, atualizando o que há de pior em nossa história, violentaram não apenas os professores, mas todos nós, cidadãos deste país. Logo, imagino, também ao Senhor. Acalentando o sonho de que nossas crianças e jovens possam ter garantido o direito a uma escola de qualidade e que os professores mineiros tenham garantido o seu legítimo direito a lutar pelos seus direitos, envio cordiais saudações.

Luciano Mendes de Faria Filho
Professor de História da Educação da UFMG
Coordenador do Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822/2022

Sobre a decisão do juiz em relação ao assassinato do professor Kássio Vinícius Castro Gomes

29/07/2011
Sobre a decisão do juiz em relação ao assassinato do professor Kássio Vinícius Castro Gomes
Nesta última sexta-feira, 22/07, fomos surpreendidos com a notícia na imprensa sobre a decisão da justiça em relação ao assassino do professor Kássio Vinícius Castro Gomes, que o considerou inimputável, portanto, incapaz de ser responsabilizado pelo crime. O juiz, acatando o pedido da promotoria, absolveu o réu e determinou a sua internação por um período mínimo de 3 anos.
Mediante esta determinação da justiça gostaríamos de manifestar nossa tristeza e indignação em relação ao desfecho do caso.
Nós perdemos um filho, pai, esposo, irmão, amigo, um pesquisador apaixonado por sua profissão, exercendo-a sempre com ética e competência, acreditando no poder transformador de uma prática pedagógica.
Os filhos pequenos de Kássio foram privados da convivência com o pai porque outro pai e outra mãe foram omissos em relação à doença de seu filho. Como consta nos documentos do processo criminal, o estudante já apresentava histórico de agressão contra professores e seus próprios familiares. O jovem que poderia estar hoje passando por um tratamento adequado que possibilitasse ter um convívio social é condenado a cumprir medida de segurança em manicômio  judiciário.
O estudante universitário, matriculado no Instituto Metodista Izabela Hendrix, colocou em risco todas as pessoas que ali trabalhavam e estudavam.
O professor que por muitas vezes abdicou do convívio conosco em prol de seu compromisso profissional com a instituição de ensino e com seus alunos foi brutalmente assassinado. Assim queremos dizer da nossa tristeza pela grande perda que tivemos entendendo que é urgente uma discussão mais aprofundada sobre a violência e a impunidade. Só é possível construir uma cultura de paz se a sociedade civil se envolver neste debate, e é urgente que se faça, nós família Castro Gomes e Caixeta mesmo com a dor e saudade não furtamos do nosso dever de lutar por uma sociedade mais humana com paz para todos, lançamos um site sobre Kássio (www.professorkassiovinicius.com), que é um espaço de homenagem e de discussão sobre a violência.
Ainda assim fica o nosso desagravo a qualquer manifestação que possa desonar a imagem do professor Kássio(ou como seus alunos preferiam chama-lo: do mestre)principalmente quando essas palavras são usadas como justificativa da mente delirante do assassino.
Não nos furtaremos do nosso papel de cidadãos em exigir que a sentença seja cumprida, não nos contentaremos com qualquer subterfúgio que desvie o Estado da sua responsabilidade de manter o réu em um manicômio judiciário. Por acreditar na justiça e nas instituições aguardamos todos os tramites legais.
At. Família do professor Kássio Vinícius Castro Gomes.

Eu acuso! (Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

25/12/2010

por Igor Pantuzza Wildmann

Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

 

J’ACUSE !!!
(Eu acuso !)

(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice.
(Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (…)
(Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que… estudar!). A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

 

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares. Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática. No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas
difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando… E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.” Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente…

 

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

 

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

 

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito;

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como

ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

 

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia. Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza,
estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima.

O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

 

 

 

PORQUE SOMOS PROFESSORES

11/12/2010

por Tarcísio Mauro Vago e Rodolfo Novellino Benda (Professores da EEFFTO/UFMG)

[carta-texto reproduzida aqui não apenas pelo colega Kássio, mas por um manifesto à Educação].

 

Para o Professor de Educação Física Kássio Vinícius Castro Gomes, em honra de sua VIDA, e aos que compartilham a imensa dor de sua perda.

“Me diz como pode acontecer, um simples canalha mata um Rei, em menos de um segundo…”

Há exatos 30 anos, Milton Nascimento cantou este verso para Lennon.

Agora, tristes, dilacerados pela dor, perplexos e indignados, cantamos o mesmo verso para Kássio Vinícius Castro Gomes, o Filho, o Esposo, o Pai de 2 Crianças, o Amigo querido e generoso, o Professor de Educação Física de tantos Alunos e Alunas.

É impossível dimensionarmos racionalmente o tamanho desta perda…

Kássio era para nós também um Rei, mas um Rei escolhido por nós, do nosso jeito. E nós o perdemos tão cedo, quando tanta VIDA havia ainda para viver. Tantos sonhos, tantas histórias…

 

Como pode acontecer? Por que isso pôde acontecer?

 

É um “desenredo”, é esta “vida que a morte anda armando”, é esta “morte que a vida anda tendo…”, como cantaram dolorosamente Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro.

 

Mas, Kássio era daqueles que queriam a VIDA DA VIDA. Por isso, foi um Rei à sua maneira.

 

O nosso carinho por ele, a nossa homenagem para ele, é CONTINUAR A VIDA: SER KÁSSIO por aí afora, por onde estivermos, diante de crianças, de jovens, de adultos, enfim, diante dos humanos, em todos os seus sentimentos, asperezas e contradições.

 

É o que a VIDA de Kássio nos inspira. É o que sua VIDA nos exige. Porque foi isso que ele sempre fez: Viveu e quis ver a vida nascer, e a alegria se espalhar.

 

Kássio “ficou encantado”, diria Guimarães Rosa, e agora é Estrela, é Luz, é Saudade, é Inspiração. Uma Estrela a indicar caminhos, nos pedindo para insistir na Esperança, no Afeto, na Solidariedade, na Amorosidade, na Justiça.

 

Brilhe para nós, Kássio, que precisamos tanto, para CONTINUAR A VIDA.

 

E para CONTINUAR A VIDA é preciso EXIGIR que seja realizado o Direito de Kássio, de sua Família e de seus Amigos à Justiça. É o mínimo que lhe devemos, em honra de sua VIDA.

 

E nós estamos aqui para EXIGIR JUSTIÇA.

 

Como pode acontecer?

 

Este absurdo acontecimento, que causou comoção à população de Belo Horizonte e de Betim, onde Kássio morava, e estarreceu o Brasil, não pode ficar impune.

 

Um Professor chega para exercer seu Ofício em seu lugar de trabalho, o Instituto Izabella Hendrix. Em seu interior, é atacado por um estudante do Curso de Educação Física, que conseguiu entrar armado com faca nesta Instituição que se diz ‘protegida’. Em instantes, este Professor está morto. Um crime traiçoeiro, covarde, premeditado.

 

Infelizmente, foi também uma tragédia anunciada, e que poderia ter sido evitada: este aluno já havia causado problemas na Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), de Belo Horizonte, à qual esteve matriculado em 2008. Lá, ameaçou e perseguiu Professores e Estudantes, foi denunciado à Polícia, e sua família ‘convidada’ a retirá-lo de lá – expediente usado para não caracterizar expulsão.

 

Pelo Direito à Justiça, conclamamos que as autoridades desta Instituição, e também seus Professores e Estudantes, venham a público dar conhecimento dos problemas então causados por este aluno, enquanto esteve lá. Uma atitude que poderá ser decisiva.

 

Após ser ‘retirado’ da UNIVERSO, lamentavelmente, outra Instituição de Ensino Superior de Belo Horizonte,  o Instituto Izabella Hendrix, recebeu este aluno com uma simples transferência, sem realizar procedimentos acadêmicos rigorosos para o ingresso em seu corpo discente. Atitude que caracteriza descuido e irresponsabilidade acadêmicas. Ainda mais em uma Instituição que usa como propaganda o fato de ser centenária. Este tempo, por si só, não é garantia de qualidade. Mas, exatamente por ser centenária, esta Instituição tem como obrigação zelar por uma Educação Superior de qualidade. Infelizmente, parece mais evidente que orientou-se por interesses econômicos.

 

O que se exige e se espera desta Instituição, se ela quer respeitar sua própria História, e não maculá-la ainda mais, é que não se preocupe tanto em preservar seu nome, mas em assumir atitude digna diante da gravidade do acontecimento: expor à Justiça os fatos, com depoimentos de suas autoridades sobre todo o histórico escolar deste aluno e entregando todas as provas indiciárias de que dispuser.

 

E, principalmente, que ofereça, de fato e não por mera retórica, à Família do Professor Kássio, todo o amparo jurídico para realizar seu Direito à Justiça. Contratar Advogados e assumir seus custos são suas obrigações mínimas. O silêncio desta Instituição (o mesmo silêncio que pediu a seus Professores por mensagem eletrônica), as tentativas de tomar o fato como “caso isolado” e de procurar manter seu cotidiano em normalidade (procedimento mais que artificial, desumano), poderão ser vistos como sinônimos de cumplicidade com a violência. Será outra barbaridade contra o Professor Kássio e à sua Família.

 

Este lamentável acontecimento também exige ser analisado tendo em vista as circunstâncias em que se realiza o ensino superior privado no Brasil. É evidente a crise que muitas dessas Instituições experimentam, depois de anos de crescimento desordenado, em que critérios acadêmicos mínimos foram e são atropelados, em uma busca desesperada por alunos (mais verdadeiro será dizer ‘clientes’). A absoluta falta de rigor acadêmico em processos seletivos para ingresso expressa mensagem de que o que importa e acaba decidindo a entrada e a permanência de alunos em tais instituições é aumentar o efetivo que paga suas mensalidades. Sim, sabemos de exceções, sabemos que existem instituições privadas idôneas, mas elas apenas confirmam a regra.

 

A Educação Superior é direito de todos, e somos desde sempre favoráveis às ações que o ampliem, especialmente àqueles que sempre foram excluídos dele. No entanto, a realização deste direito há que ser simultânea à garantia da qualidade acadêmica da Educação Superior, o que só se consegue com princípios e práticas acadêmicas rigorosas, que não se deixam capturar nem tampouco reduzir aos interesses de uma indústria de diplomas – que não tem escrúpulos quando se trata de obter lucros.

 

A conseqüência é a banalização da Educação Superior, em que o ingresso, a permanência e a aprovação se dão a qualquer preço – ou melhor (ou pior), ao preço de uma mensalidade paga em dia. Sem critérios, sem rigor, sem procedimentos acadêmicos, o que temos? Temos isso que está aí…

 

Uma das conseqüências perversas disso que temos aí sob o nome de “ensino superior privado” é a exposição de Professores e Estudantes à insegurança, à violência, à barbárie. O Professor Kássio foi mais uma vítima destas circunstâncias. Importa compreender que tais circunstâncias não são obras do acaso: são produto do modus operandi predominante em instituições de ensino superior privado.

 

Particularmente, o Professor se vê desprotegido, desamparado e  desautorizado no exercício de seu Ofício.  É o maior prejudicado. Todos os dias a morte o espreita: a morte de sua vontade, a morte de seu ímpeto, a morte de seu desejo de se envolver com a Educação. E a morte mesmo, crua e bárbara. Temos morrido um pouco a cada dia…

 

No entanto, é preciso enfrentar essas mortes. Enfrentar a barbárie. Para que ela não se repita. A barbárie não pode ser maior que nós.

 

Por isso, a nossa dor de agora se expressa também em nossa rebeldia. Não é hora de calar.

 

Nos rebelamos contra o aviltamento de nosso Ofício de Professor. Nos rebelamos contra as precárias condições em que nosso trabalho se realiza, em que o salário humilhante é apenas a parte mais visível. Nos rebelamos contra a mercantilização da Educação.

 

Repudiamos este intolerável atentado à nossa condição de Professores.

 

Há algo de muito errado em uma sociedade em que Professores são mortos dentro de escolas…

 

Os Professores queremos isso: respeito à nossa condição.

 

O que temos feito?

 

Contra todas as dificuldades, e ainda que também estejamos sujeitos ao erro, temos nos esforçado para oferecer com o nosso trabalho uma contribuição para a Cidadania, procurando formar profissionais de várias áreas, todas necessárias ao País. Mas, nossa Profissão tem sido constantemente desvalorizada.

 

Tentamos primar pelo rigor acadêmico, valorizar a aquisição de conhecimentos fundamentais à formação e a intervenção profissionais. É o que a sociedade, com toda razão, espera de nós.

 

Porque somos Professores, trabalhamos com a palavra, o argumento, os conhecimentos vindos das ciências e das culturas para olhar a realidade que nos envolve.

 

Porque somos Professores, procuramos agir para potencializar o que é bom, e para enfrentar as nossas muitas dores sociais.

 

Porque somos Professores, assumimos compromissos com os problemas que afligem nosso País, nossas crianças, nossos jovens, nossos adultos.

 

Porque somos Professores, continuaremos trabalhando para a construção do presente, e do futuro. Não importa o quanto distante esteja. Importa é que estamos aqui.

 

Porque somos Professores, pedimos apenas isso: RESPEITO E DIGNIDADE PARA A NOSSA PROFISSÃO.

 

Porque somos Professores, exigimos JUSTIÇA: para o Kássio, para toda a sociedade.

 

Porque somos Professores, são estas as nossas maneiras de amar este nosso País tão querido.

 

Professores são aqueles que “escrevem cartas para o futuro”, alguém disse –  escrevem cartas no presente para que exista futuro…

 

O Professor Kássio vinha escrevendo suas cartas, e elas eram tão bonitas. E nós sabíamos disso. Todos os seus alunos e alunas sabem disso. Sua Família sabe disso.

 

Nós, seus amigos Professores de Educação Física, sentimos muito orgulho de tê-lo tido entre nós.

 

Porque somos Professores, PORQUE SOMOS KÁSSIO, continuaremos a escrever cartas. Não nos matem. Tratemos de cuidar da VIDA.

 

Pelo Kássio. Por nós. Pela própria VIDA.

 

A VIDA CONTINUA.

 

Abaixo-assinado Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014

24/10/2010

Caros leitores, blogueiros e internautas,

Acabei de ler e assinar o abaixo-assinado online: «Determina a obrigatoriedade de os agentes públicos eleitos matricularem seus filhos e demais dependentes em escolas públicas até 2014.»
PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 480, DE 2007

http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2009N5

Eu concordo com este abaixo-assinado e acho que você também pode concordar.

Assine o abaixo-assinado e divulgue para seus contatos. Vamos juntos fazer democracia!

Obrigado,
Juliana Viana.



Guacira Lopes Louro na UFMG – amanhã, 10 de abril.

09/04/2010

Diversidade sexual na educação: problematizações sobre a homofobia nas escolas

29/03/2010

Publicação SUPER bacana.

Vale a pena conferir.

Documento completo aqui.

Submidialogia Arraial d’ Ajuda – de 29 de abril a 05 de maio

16/03/2010

Submidialogia Arraial d’ Ajuda – Cobrindo o Brasil com sustentabilidade, nossas crianças e nações indígenas – de 29 de abril a 05 de maio.

O Submidialogia é um festival que acontece desde 2006 e sempre conta com a participação das redes e coletivos que praticam mídia tática, livre e independente do Brasil e do mundo.

Para esta edição gostaríamos de convida-lxs para debates, exposições, oficinas e outras atividades que envolvessem os temas: futuro sustentável para nós, nossas crianças e as nações indígenas.

Envie sua proposta para a lista: submidialogia@lists.riseup.net até 02 de abril de 2010 indicando: nome da pessoa responsável, apresentação e duração da atividade, sugestão de horário e material necessário para a realização da atividade.

Nos vemos no Arraial!

Figuras Femininas na Filosofia

11/03/2010

Abertas inscrições ao prêmio L’Oréal-Unesco-ABC para mulheres na ciência

08/03/2010

A partir desta segunda-feira, 8, em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, estão abertas as inscrições para o Prêmio L’Oréal-Unesco-ABC, concedido em parceria entre a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a L’Oréal Brasil e a Comissão Nacional da Unesco.

Segundo os organizadores, o programa Para Mulheres na Ciência nasceu em 2006 “com a missão de ceder espaço e apoio à participação das mulheres brasileiras no cenário científico do país”.

Esse ano, o programa selecionará até sete pesquisadoras que tenham completado o doutorado entre 2004 e 2010. São quatro bolsas para as áreas das ciências biomédicas, biológicas e da saúde, uma para as ciências físicas, uma para as ciências químicas e uma para as ciências matemáticas.

O valor de cada bolsa auxílio é o equivalente a vinte mil dólares, convertidos em reais, para aplicação em 12 meses. As inscrições vão até 8 de maio de 2010, pelo site www.abc.org.br/loreal.

Pesquisadoras que tenham se inscrito em anos anteriores e não tenham sido contempladas com a bolsa podem se inscrever novamente.

(Com Academia Brasileira de Ciências)

V MOBILEFEST 2010 – Festival Internacional de Criatividade Móvelnto

07/03/2010

Chamada de Trabalhos – Papers, Projetos, Protótipos e Produtos, Soluções e Aplicativos Móveis.
(Os trabalhos enviados são validos para todas as edições do Mobilefest em 2010: Abril 15 a 18, Sao Paulo + Maio 17 s 21, Rio de Janeiro)

TEMA
Como a tecnologia móvel pode contribuir para a democracia, cultura, arte, ecologia, paz, educação, saúde, e o terceiro setor?

SEMINÁRIO E MOSTRA INTERNACIONAL
Este seminário atrai pesquisadores acadêmicos, independentes, envolvidos na busca do conhecimento relacionado aos diversos âmbitos da tecnologia móvel. Mobilefest convida para apresentação de artigos, pesquisas e projetos de reflexão crítica para apresentação em seu seminário internacional.

Para a participação na mostra internacional com instalações interativas, performances ou ainda intervenções urbanas, encaminhe rider técnico detalhado, esquemas e plantas, documentação (fotos e vídeos), bem como uma descrição completa de seu trabalho.

CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
Projetos, Protótipos, Produtos, Soluções e Aplicativos, Artigos acadêmicos ou de pesquisadores independentes que respondam de maneira relevante o tema do Mobilefest e ou apresentem soluções para os temas levantados. Resumo de 500 palavras.

Artigo final deve ter pelo menos 1000 palavras. Os autores selecionados deverão preparar apresentação de até 30 minutos para o seminário internacional.

ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS
Os artigos e projetos deverão ser escritos em português, espanhol ou inglês. Resumos e artigos/projetos finais devem ser enviados por email em anexo, em um dos formatos: .TXT, .RTF, .DOC ou .PDF.

As apresentações deverão serem feitas em português ou inglês, limitadas a 30 minutos.

PRAZO
Artigos/Projetos devem ser enviados até 31 de março de 2010
Os autores selecionados serão avisados por email até 5 de abril e terão seus nomes publicados no site http://www.mobilefest.org.

INSCRIÇÃO
Por favor encaminhe as seguintes informações para 2010@mobilefest.org:

Nome completo do Autor:
Universidade/Organização/Empresa:
Email:
Email secundário:
Endereço completo:
Cidade:
Estado:
País:
CEP:
Telefone fixo:
Telefone celular:

Indique em qual Mobilefest você deseja apresentar seu trabalho:

____ São Paulo
____ Rio de Janeiro

Categoria (marque as que se aplicam ao seu artigo/projeto):
____Democracia
____Cultura
____Arte
____Meio Ambiente
____Paz
____Educação
____Saúde
____Terceiro Setor
____Todas**

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O MOBILEFEST é um evento transdisciplinar, quanto mais interconexão entre os conhecimentos, melhor.

Pesquena Biografia do autor principal:

Resumo (mínimo 500 palavras):