Cultura em greve

27/08/2011

Os trabalhadores da Cultura querem prestar um melhor serviço à

sociedade. Nós somos os responsáveis pelos  teatros, bibliotecas,

museus e demais espaços culturais da União, pelo registro de direitos

autorais, pela aprovação de projetos culturais realizados com recursos

públicos,  pela preservação do patrimônio artístico e histórico nacional,

enfim,  pela elaboração e execução das políticas públicas  federais  de

Cultura.

 

O serviço prestado hoje à sociedade poderia ser muito melhor se o

pequeno quadro funcional fosse aumentado por meio de concursos

públicos e valorizado através de programas de qualificação. Para isso,

precisamos de mais verba federal para a Cultura.

 

O Governo destina apenas 0,06% de sua verba para a Cultura, enquanto

dedica quase 45% da arrecadação para a administração de juros e

amortizações da dívida interna e externa. A arrecadação federal

aumentou  21% no mês de julho. A Receita Federal arrecadou em um

único mês 90 bilhões de reais, batendo recorde histórico. Enquanto isso,

cerca de 40% dos servidores que ingressaram no Ministério da Cultura

nos últimos concursos públicos já deixaram seus cargos em razão dos

baixos salários, os mais baixos de todo o serviço público federal.

NÃO EXISTE POLÍTICA PÚBLICA DE QUALIDADE PARA A SOCIEDADE

SEM SERVIDOR PÚBLICO CAPACITADO

 

Por isso, os servidores da Cultura estão em greve nacional desde o dia

22 de agosto.

 

Mas por que a greve agora?

 

O Governo, por meio do PLP 549, ameaça os trabalhadores do  serviço

público federal de congelamento de salários por 10 anos. Em 10 anos, o

salário não terá mais o mesmo poder de compra e o custo de vida terá

aumentado. Só em 2010, a inflação superou o índice de 5 %. Para quem

se aposenta, a perda será ainda maior, pois grande parte do salário não

integra a aposentadoria.

Desde 2007, no segundo governo Lula, os trabalhadores da Cultura

esperam o cumprimento de acordo assinado entre o governo e a

categoria, que já estava há 10 anos sem reajuste. Entre os pontos

pendentes desse acordo está o incentivo à capacitação profissional, cujo

impacto financeiro é irrisório sobre as contas públicas.

 

QUEREMOS MAIS VERBA PARA A CULTURA, MELHORES SALÁRIOS,

INCENTIVO À QUALIFICAÇÃO FUNCIONAL E CONCURSOS PÚBLICOS JÁ!!!

Pois, se não existe arte sem artista, NÃO EXISTE POLÍTICA PÚBLICA SEM

SERVIDOR PÚBLICO.


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