XIII Seminário “O Lazer em Debate” no ar!

01/12/2011

Bem vindos ao XIII Seminário “O Lazer em debate” 

 

13 a 15 de junho de 2012

Esta edição é proposta pelo Centro de Estudos de Lazer e Recreação (CELAR) e pelo Programa de Pós Graduação Interdisciplinar em Estudos do Lazer, ambos da Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A inscrição de trabalhos segue até o dia 16 de março de 2012!


Ciclo de Estudos e Diálogos sobre o Lazer: Reflexão e formação no âmbito internacional

08/10/2011

Promoção: Mestrado Interdisciplinar em Lazer/UFMG

Apoio: PRPG/UFMG

 

 

Inscrições gratuitas através do e-mail lazeramerica@gmail.com

Vagas limitadas – outras informações no site: http://grupootium.wordpress.com

 

Local: Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional da UFMG

 

 

PROGRAMAÇÃO

 

28/10/2011 (6ª feira)14:00

  • Conferência: Australian Leisure: From Antiquity to Modernity

 

Conferencista: Prof. Francis Lobo

Professor Doutor da School of Marketing Tourism and Leisure at Edith Cowan University, Austrália. Autor de livros e artigos, ministrou conferências sobre o lazer em mais de 40 países. É um dos Diretores da Organização Mundial do Lazer e, atualmente, é Presidente eleito da Academia Americana do Lazer (2010-2012). Contemplado em 2000 com o Frank Stewart Award (Austrália).

Obs: Haverá tradução simultânea. Local: Auditório da EEFFTO/UFMG.

 

28/10/2011 (6ª feira)15:30

  • Conferência: “Event Management: A Critique”

 

Conferencista: Prof. Chris Rojek

Professor Doutor de Sociologia e Cultura na Brunel University, Londres. Publicou muitos livros, destacando-se: Pop Music, Pop Culture (2011); The Labour of Leisure (2010); Leisure Theory (2005),  Leisure and Culture (2000), Decentring Leisure (1995) e Capitalism and Leisure Theory (1985).

Obs: Haverá tradução simultânea. Local: Auditório da EEFFTO/UFMG.

 

 

31/10/2011 (2ª feira)9:00

Mesa-Redonda: “Propostas formativas de Mestrado em Lazer /Tiempo Libre/Recreación na América Latina”

Local: Mini-auditório da EEFFTO/UFMG.

 

Expositores:

  • Costa Rica (UCR): Prof. Carlos Ballestero Umaña

Master en Gerontología, título obtenido en la Universidad de Costa Rica. Actualmente es el Sub Director de la Escuela de Educación Física y Deportes, coordina la Maestría Profesional en Recreación y forma parte de la Comisión de Posgrado en Ciencias del Movimiento Humano y la Recreación y de la Comisión de Acción Social de la Escuela.

 

  • Equador (ESPE): Profa. Carmita Quizhpe

Médica especializada em Medicina Esportiva, Mestre em Docência Universitária e PhD em Ciências Aplicadas a Atividade Física, Esporte e Recreação. Docente da ESPE/Equador e coordenadora do Mestrado em Recreação. Participou como conferencista e ministrou cursos de atualização em vários países, incluindo Equador, Estados Unidos, México, Cuba, Venezuela, Brasil, Peru e Espanha, entre outros.

 

  • Brasil (UFMG): Prof. Hélder Ferreira Isayama

Graduado em Educação Física (Univ. Júlio de Mesquita Filho), Mestre em Educação Física (UNICAMP) e Doutor em Educação Física (UNICAMP). Professor do Programa de Mestrado em Lazer da UFMG, Editor da Revista Licere, e Líder do Grupo de Pesquisa “Oricolé – Laboratório de Pesquisas sobre Formação e Atuação Profissional em Lazer”.

 

  • México (URMH): Profa. Isis Yolanda Aguilar Galván

Doutoranda em Lazer (Ocio) pela Universidad de Deusto em Bilbao (Espanha), tem desenvolvido estudos sobre recreação e orientação familiar. Coordenadora do Mestrado em Recreação e Administração do Tempo Livre, Diretora da Escola de Trabalho Social e Recreação. Membro da Academia de Tempo Livre, Fundadora e coordenadora da RECREARTE: agrupação da Universidade Regional Miguel Hidalgo/México, que promove programas de recreação comunitária e de voluntariado social.

 

  • México (UniYMCA): Profa. Marisela Olivares Sustersick

Licenciada em Administração do Tempo Livre pela Universidade YMCA e Mestre em Administração do Tempo Livre e Recreação pela Universidad Regional Miguel Hidalgo. Membro do Colegio de Turismo da Cidade do México. Atualmente é Coordenadora da Licenciatura em Administração do Tempo Livre e do Mestrado em Recreação da Universidade YMCA.

 

 

 

Para se inscrever gratuitamente nestas atividades, envie um e-mail para lazeramerica@gmail.com com os seguintes dados: Nome completo, CPF, CI, endereço, telefone e instituição.

 

VAGAS LIMITADAS !


Carta Aberta ao Desembargador Roney Oliveira

20/09/2011

Carta Aberta ao Desembargador Roney Oliveira

Belo Horizonte, 17 de setembro de 2011.

 

 

“Na aplicação da Lei, o Juiz atenderá aos fins
Sociais a que ela se dirige e às exigências
do bem comum.”(Art. 5o da Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro)

A gente não quer só comida
A gente quer comida
Diversão e arte
A gente não quer só comida
A gente quer saída
Para qualquer parte…
A gente não quer só comida
A gente quer bebida
Diversão, balé
A gente não quer só comida
A gente quer a vida
Como a vida quer…

A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer dinheiro
E felicidade
A gente não quer
Só dinheiro
A gente quer inteiro
E não pela metade…
(Comida – Titãs)

Caríssimo Senhor Desembargador:

Foi com imensa tristeza que soube de Vossa decisão de determinar o imediato retorno dos professores mineiros ao trabalho, ou seja, às salas de aula. Não posso negar, também, que fiquei surpreso ao ler o teor do texto que fundamenta/justifica a decisão de Vossa Senhoria.

Como cidadão, professor, e, como o Senhor, funcionário público remunerado pela população – inclusive a dos “grotões mineiros” em que, segundo vosso texto, fruto de vosso insuspeito conhecimento de causa, as crianças vão à escola “mais atraídos pelo pão do que pelo ensino” –, também considero importante que “na aplicação da Lei, o Juiz atenderá aos fins Sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum.” Mas, pergunto, Senhor Desembargador, estaria mesmo a vossa decisão colaborando para o bem comum?

No plano nacional, a nossa primeira Constituição, de 1824, já determinava que a educação elementar seria pública e gratuita. Em nosso passado recente, a Magna Constituição de 1988 garante esse mesmo direito e expande ao determinar a natureza pública e subjetiva do mesmo. O mesmo faz, como não poderia deixar de fazê-lo, o Estatuto da Criança e do Adolescente (1991) e a Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (1996).

Veja, Senhor Desembargador, em Minas Gerais a primeira legislação para a instrução pública, a Lei no. 13, é do ano de 1835. Ou seja, foi uma das primeiras leis que nossos legisladores acharam por bem aprovar porque reconheciam, mesmo dentro de limites às vezes estritos, a importância da educação pública. De lá para cá, se contarmos, veremos centenas de atos legislativos que, como aquela Lei fundadora, vieram garantir o legítimo direitos dos cidadãos a uma educação pública, gratuita e de qualidade.

No entanto, poderíamos perguntar: estariam esses direitos sendo garantidos de fato? Sabemos que não, e não apenas para os dos “grotões mineiros”. E isto não apenas hoje. Ensina-nos a história da educação mineira que desde o século XIX tem-se muito claro que os professores
constituem elemento fundamental para a qualidade da escola. No entanto, desde lá também se sabe o quão difícil é garantir a entrada e permanência dos professores na profissão. Veja, Senhor Desembargador, o que dizia um Presidente da Província de Minas em 1871, isto é, há 140 anos: “À par da crêação das escolas normaes devem se augumentar os vencimentos dos professores. Não se pode esperar que procurem seguir carreira tão pouco retribuída aquelles, que, depois de instruídos nas escolas normaes, sejão convidados para outros empregos com esperança de um futuro lisongeiro”. [Antonio Luiz Affonso de Carvalho, Presidente da Província de Minas Gerais, em 02/03/1871]

Passados todos estes anos, e não são poucos, o que demonstram, hoje, a experiência dos professores mineiros e as mais diversas pesquisas acadêmicas é que em breve faltarão professores para a escola básica brasileira. Aliás, para algumas disciplinas essa falta já é sentida hoje. Mas não apenas isto. O mais grave é que, independentemente do número, verifica-se que a profissão perdeu, de vez, o poder de atrair/seduzir jovens talentos. Ou seja, a tarefa socialmente relevante e culturalmente fundamental de conduzir as novas gerações ao mundo adulto já não atrai parcela significativa (e necessária) de sujeitos dessa mesma sociedade. É como se os jovens estivessem dizendo: não vale a pena jogar o melhor das minhas energias nessa tarefa, apesar de sua relevância social e cultural.

Veja, pois, Senhor Desembargador, que o poder público mineiro vem lesando, há séculos, nossas crianças em seu mais que legítimo direito à educação. E, convenhamos, a considerar o atual salário dos professores mineiros, mesmo se comparado ao Vosso tempo de “vacas magras”, a atual administração estadual nada fez para atacar o problema. Muito pelo contrário, o agravou com a famigerada política de subsídio. Considere, pois, Senhor Desembargador, que as “queridas vacas”, como dizia a adorável professora do Drummond, estão tão magras que em breve delas não teremos nem o leite, nem a carne, nem o osso e nem mesmo o berro!

É louvável, Senhor Desembargador, a Vossa preocupação com a fome das crianças dos “grotões mineiros”, assim como com a garantia do direito à educação para a toda a população mineira e com os danos causados pela greve ao alunado. Por outro lado, não posso concordar que essa greve seja abusiva ou que precisaria se arrastar ad aeternum. Parece-me, aqui, que uma das formas de a Justiça contribuir
para garantir, na aplicação da Lei, os “fins Sociais a que ela se dirige e às exigências do bem comum”, seria obrigar Estado mineiro a cumprir, sem subterfúgio, a legislação existente e instruí-lo a reformar a péssima Carreira Docente em vigor. Esta contribui mais para a desmotivação do professorado do que lhe acena com os justos ganhos decorrentes da busca por mais e melhor formação e da comprovada
experiência adquirida no exercício da profissão.

Sabemos, Senhor Desembargador, que a justa decisão daquele que, mantido pelo poder público, tem o dever e a legitimidade para decidir, é, também, aquela que interpretando a Lei, de mãos dadas com a experiência passada, descortina, no presente, o futuro que pretende criar. A Justiça, Senhor Desembargador, se faz quando se tem em mente os problemas (futuros) que nossas soluções criarão ou deixarão de criar. A Justiça se faz, também, quando combate injustiças duradouras e possibilita a criação de condições de uma duradoura justiça! Se o direito à educação de qualidade não se faz apenas garantindo o acesso, este direito está, hoje como ontem, ameaçado, e sua garantia não se faz na sala de aula e no pátio da escola, mas nas ruas e nas praças ocupadas pelos professores em greve. Neste momento, a continuidade da greve como forma de obrigar a administração estadual a responder, de fato, à situação humilhante dos professores estaduais com melhores salários e condições de trabalho, é a única forma de garantir o direito à educação, em cuja defesa todos nos irmanamos.

As crianças que freqüentam a escola pública e as famílias que pagam impostos para que o Estado a garanta, Senhor Desembargador, “não querem só comida”. Querem tudo a que têm direito! Têm direito, inclusive, a professores felizes e satisfeitos com seus salários e suas condições de trabalho! Professor que foi, aluno que aprendeu com alguma professora nos bancos de uma escola, o Senhor Desembargador deve saber também que a única forma de fazer uma boa escola ou uma boa escola é que os professores tenham, eles também, os seus direitos reconhecidos e protegidos. Eles não querem “só comida”!

Finalmente, Senhor Desembargador, é preciso lembrar que, contrariamente o ditado popular, nem sempre onde há fumaça há fogo. E, às vezes, pode haver fogo sem haver fumaça. Para isto, bastaria ver a Praça da Liberdade na sexta feira. O “gás de pimenta” pode “ser fogo”, como disse, em mensagem eletrônica uma professora que lá estava: “Para quem nunca inalou gás de pimenta, a sensação é a seguinte: um fogo na cara, um ódio no coração e muita tosse”. Mesmo sem a cobertura da fumaça, foi lá que o Estado de Minas, por meio de seus agentes legalmente constituídos, nos deu uma péssima lição de cidadania. Penso, Senhor Desembargador, que o episódio da Praça da Liberdade, este sim, merecia uma rápida investigação e a punição exemplar daqueles que, atualizando o que há de pior em nossa história, violentaram não apenas os professores, mas todos nós, cidadãos deste país. Logo, imagino, também ao Senhor. Acalentando o sonho de que nossas crianças e jovens possam ter garantido o direito a uma escola de qualidade e que os professores mineiros tenham garantido o seu legítimo direito a lutar pelos seus direitos, envio cordiais saudações.

Luciano Mendes de Faria Filho
Professor de História da Educação da UFMG
Coordenador do Projeto Pensar a Educação Pensar o Brasil – 1822/2022


Cultura em greve

27/08/2011

Os trabalhadores da Cultura querem prestar um melhor serviço à

sociedade. Nós somos os responsáveis pelos  teatros, bibliotecas,

museus e demais espaços culturais da União, pelo registro de direitos

autorais, pela aprovação de projetos culturais realizados com recursos

públicos,  pela preservação do patrimônio artístico e histórico nacional,

enfim,  pela elaboração e execução das políticas públicas  federais  de

Cultura.

 

O serviço prestado hoje à sociedade poderia ser muito melhor se o

pequeno quadro funcional fosse aumentado por meio de concursos

públicos e valorizado através de programas de qualificação. Para isso,

precisamos de mais verba federal para a Cultura.

 

O Governo destina apenas 0,06% de sua verba para a Cultura, enquanto

dedica quase 45% da arrecadação para a administração de juros e

amortizações da dívida interna e externa. A arrecadação federal

aumentou  21% no mês de julho. A Receita Federal arrecadou em um

único mês 90 bilhões de reais, batendo recorde histórico. Enquanto isso,

cerca de 40% dos servidores que ingressaram no Ministério da Cultura

nos últimos concursos públicos já deixaram seus cargos em razão dos

baixos salários, os mais baixos de todo o serviço público federal.

NÃO EXISTE POLÍTICA PÚBLICA DE QUALIDADE PARA A SOCIEDADE

SEM SERVIDOR PÚBLICO CAPACITADO

 

Por isso, os servidores da Cultura estão em greve nacional desde o dia

22 de agosto.

 

Mas por que a greve agora?

 

O Governo, por meio do PLP 549, ameaça os trabalhadores do  serviço

público federal de congelamento de salários por 10 anos. Em 10 anos, o

salário não terá mais o mesmo poder de compra e o custo de vida terá

aumentado. Só em 2010, a inflação superou o índice de 5 %. Para quem

se aposenta, a perda será ainda maior, pois grande parte do salário não

integra a aposentadoria.

Desde 2007, no segundo governo Lula, os trabalhadores da Cultura

esperam o cumprimento de acordo assinado entre o governo e a

categoria, que já estava há 10 anos sem reajuste. Entre os pontos

pendentes desse acordo está o incentivo à capacitação profissional, cujo

impacto financeiro é irrisório sobre as contas públicas.

 

QUEREMOS MAIS VERBA PARA A CULTURA, MELHORES SALÁRIOS,

INCENTIVO À QUALIFICAÇÃO FUNCIONAL E CONCURSOS PÚBLICOS JÁ!!!

Pois, se não existe arte sem artista, NÃO EXISTE POLÍTICA PÚBLICA SEM

SERVIDOR PÚBLICO.



Publicações do Rizoma.net em .pdf

23/08/2011

Olá pessoal,

Tudo bem? Agora está completo e disponível em PDF todo o acervo de textos do antigo site Rizoma.net, os textos foram organizados em e-books gratuitos de acordo com as seções do site: Afrofuturismo, Anarquitextura, Artefato, Câmera Olho, Conspirologia, Desbunde, E-spaço, Esquizofonia, Gibi, Hierografia, Intervenção, Lisergia Visual, Mutação, Neuropolítica, Ocultura, Panamérica, Potlach, Recombinação.

O download pode ser feito a partir desta página:
http://virgulaimagem.redezero.org/rizoma-net/

Faça download dos PDFs, leia e divulgue :-)

O Rizoma.net foi um importante site que abrigou rico acervo de artigos sobre ativismo, contra cultura e intervenção urbana. O site saiu do ar em 2009, mas o pessoal do CCR (Centro de Criação de Ruídos)  fez um grande esforço de editorar em PDF os textos das seções do site. O trabalho se completou recentemente com a ajuda de um voluntário que se identificou como Jesus. Todos os e-books estão disponibilizados para download gratuito. Aproveitem!
Abraços,
Marcelo
*direto da lista do Estudio Livre.

Debate aovivo na web: Criatividade, tecnologia e políticas públicas

23/08/2011
DEBATE IMPERDÍVEL 
NESTA 4a 24 de agosto 20H
NO AUDITÓRIO IBIRAPUERA
SÃO PAULO

GRÁTIS
SERÁ TRANSMITIDO PELA WEB

Criatividade Tecnologia 
Políticas Públicas

COM

GILBERTO GIL
LAWRENCE LESSIG
DANILO MIRANDA
SERGIO AMADEU
IVANA BENTES
RONALDO LEMOS
Deputada MANUELA D’ÁVILA
provocador: Claudio Prado

AS POLÍTICAS DIGITAIS NO MUNDO
CULTURA PEER TO PEER
MUNDO ÁRABE
PRAÇAS DA ESPANHA
ARRASTÕES NA INGLATERRA
CARETICE FRANCESA
CHINA VS USA?

O PAPEL DOS DIREITOS AUTORAIS NO SEC21
O PAPEL DO CREATIVE COMMONS

AS POLÍTICAS DIGITAIS NO GOVERNO DILMA

AI5 DIGITAL – LEI AZEREDO
MARCO CIVIL DA INTERNET
PLANO NACIONAL DE BANDA LARGA
COMITÊ GESTOR DA INTERNET
EXISTE UMA CULTURA DIGITAL BRASILEIRA?
O MINISTRO HACKER AGORA É O MERCADANTE?
QUE SE PASSA NO MINC?
RETROCESSO?

POR FAVOR! DIVULGUEM
NAS LISTAS
FACEBOOK
TWITTER

PRECISAMOS BOMBAR ISSO!!

POLÊMICO – TENSO – INSTIGANTE – FUNDAMENTAL
IMPERDÍVEL

 


I Seminário Futebol das Gerais – GEFuT/UFMG

23/08/2011

É com prazer que anuncio o I Seminário Futebol das Gerais, de 11 a 13 de novembro, na EEFFTO/UFMG, promovido pelo GEFuT/UFMG com o apoio do Ministério do Esporte e CBCE. O evento traz grandes nomes de pesquisadores do país e se dedica à temática dos megaeventos esportivos e torcedores. Para conferir, acesse o site. Inscrições já abertas!


Sobre a decisão do juiz em relação ao assassinato do professor Kássio Vinícius Castro Gomes

29/07/2011
Sobre a decisão do juiz em relação ao assassinato do professor Kássio Vinícius Castro Gomes
Nesta última sexta-feira, 22/07, fomos surpreendidos com a notícia na imprensa sobre a decisão da justiça em relação ao assassino do professor Kássio Vinícius Castro Gomes, que o considerou inimputável, portanto, incapaz de ser responsabilizado pelo crime. O juiz, acatando o pedido da promotoria, absolveu o réu e determinou a sua internação por um período mínimo de 3 anos.
Mediante esta determinação da justiça gostaríamos de manifestar nossa tristeza e indignação em relação ao desfecho do caso.
Nós perdemos um filho, pai, esposo, irmão, amigo, um pesquisador apaixonado por sua profissão, exercendo-a sempre com ética e competência, acreditando no poder transformador de uma prática pedagógica.
Os filhos pequenos de Kássio foram privados da convivência com o pai porque outro pai e outra mãe foram omissos em relação à doença de seu filho. Como consta nos documentos do processo criminal, o estudante já apresentava histórico de agressão contra professores e seus próprios familiares. O jovem que poderia estar hoje passando por um tratamento adequado que possibilitasse ter um convívio social é condenado a cumprir medida de segurança em manicômio  judiciário.
O estudante universitário, matriculado no Instituto Metodista Izabela Hendrix, colocou em risco todas as pessoas que ali trabalhavam e estudavam.
O professor que por muitas vezes abdicou do convívio conosco em prol de seu compromisso profissional com a instituição de ensino e com seus alunos foi brutalmente assassinado. Assim queremos dizer da nossa tristeza pela grande perda que tivemos entendendo que é urgente uma discussão mais aprofundada sobre a violência e a impunidade. Só é possível construir uma cultura de paz se a sociedade civil se envolver neste debate, e é urgente que se faça, nós família Castro Gomes e Caixeta mesmo com a dor e saudade não furtamos do nosso dever de lutar por uma sociedade mais humana com paz para todos, lançamos um site sobre Kássio (www.professorkassiovinicius.com), que é um espaço de homenagem e de discussão sobre a violência.
Ainda assim fica o nosso desagravo a qualquer manifestação que possa desonar a imagem do professor Kássio(ou como seus alunos preferiam chama-lo: do mestre)principalmente quando essas palavras são usadas como justificativa da mente delirante do assassino.
Não nos furtaremos do nosso papel de cidadãos em exigir que a sentença seja cumprida, não nos contentaremos com qualquer subterfúgio que desvie o Estado da sua responsabilidade de manter o réu em um manicômio judiciário. Por acreditar na justiça e nas instituições aguardamos todos os tramites legais.
At. Família do professor Kássio Vinícius Castro Gomes.

Programa que leva professores para capacitação na Inglaterra recebe inscrições até dia 31

19/01/2011
Publicada por Assessoria de Comunicação Social
Terça, 18 de Janeiro de 2011 11:38

 

 

O novo Programa de Ensino de Inglês como Língua Estrangeira, que promove a capacitação de professores da rede pública de educação básica brasileira na Inglaterra está com inscrições abertas até o dia 31 de janeiro de 2011.

A iniciativa é fruto da parceria da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) com o Instituto de Educação da Universidade de Londres (IOF). O objetivo é oferecer aos professores da educação básica a oportunidade de aperfeiçoamento profissional por meio de ações de cooperação internacional, uma estratégia já adotada, com êxito, na qualificação de docentes e pesquisadores que atuam na pós-graduação stricto sensu.

Ao possibilitar aos professores uma experiência in-loco em história e cultura inglesa como parte do currículo do ensino de inglês, o programa estimula o intercâmbio entre professores brasileiros e ingleses. A ideia é valorizar os profissionais do magistério da educação básica e, consequentemente, melhorar a qualidade do ensino na rede pública brasileira.

A carga horária do curso equivale a 30 créditos e corresponde a um módulo do mestrado da universidade. Sua ênfase é na produção de material para o processo de ensino-aprendizagem da língua inglesa no Brasil. Como resultado da participação no programa, os professores deverão elaborar, com a supervisão de professores do Instituto de Educação da Universidade de Londres, um projeto de trabalho a ser desenvolvido com seus alunos ou professores de inglês de sua instituição de origem.

A Capes irá financiar auxílio deslocamento e passagens aéreas, seguro saúde, auxílio capacitação para custear as despesas com hospedagem, alimentação e deslocamento durante o curso na Universidade de Londres e pagamento de Taxas Escolares.

Mais informações sobre o edital pelos telefones (61) 2022-6562             (61) 2022-6562     e (61) 2022-6664              (61) 2022-6664, ou pelos e-mails paulo.parro@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. e thais.aveiro@capes.gov.br Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo.

 

Direto daqui.


Maior jornal do Brasil processa blog independente e inaugura um novo tipo de censura

09/01/2011

por Desculpeanossafalha

Ação inédita na Justiça está sendo boicotada pela mídia brasileira, que é dominada por poucas famílias, e abre um precedente terrível para todos os blogueiros do país

A exemplo do que aconteceu na eleição do Obama e em outros pleitos na Europa, na recente disputa presidencial brasileira, que terminou com a eleição da candidata de Lula (Dilma Roussef), a internet teve peso inédito na campanha eleitoral. A atuação de centenas de blogs foi especialmente importante porque, em sua maioria, eles apoiaram a candidata de esquerda (Dilma) e, por outro lado, praticamente toda a mídia convencional (rádio, TVs, jornais e revistas) defendeu fortemente o candidato de oposição, José Serra, que formou uma poderosa coalização política-midiática-religiosa conservadora — que acabou derrotada. A importância da Internet ficou óbvia no último dia 24 de novembro, quando Lula concedeu a primeira entrevista de um presidente brasileiro exclusiva para blogueiros. Foi um claro reconhecimento à sua importância e ao contraponto que eles fizeram à mídia tradicional.

Em meio a esse cenário, surgiu em setembro um blog chamado Falha de S.Paulo, uma paródia ao maior jornal brasileiro, a Folha de S.Paulo. Em português, “Folha” é uma das formas de referir-se a um jornal. E “Falha” significa falha. Era um blog recheado de fotomontagens, brincadeiras e críticas ácidas ao noticiário da Folha. Eram críticas sempre bem-humoradas, porém duras. Para se ter uma ideia, uma das montagens de maior sucesso (e mais irônica) punha o rosto do dono do jornal, Otavio Frias Filho, no corpo de Darth Vader. Pois bem: após um mês no ar o jornal entrou na Justiça para censurar o blog. Pior: conseguiu. Ainda pior: além de conseguir cassar o endereço, a Folha abriu um processo de 88 páginas contra os criadores do site, pedindo indenização em dinheiro por danos morais.

O jornal alega “uso indevido de marca”, por causa da semelhança entre os nomes Folha e Falha e porque o logotipo do site era inspirado no do jornal. A paródia foi criada por dois irmãos (Lino e Mário Ito Bocchini) que não têm ligação com nenhum partido político ou qualquer outra entidade. São duas pessoas “avulsas”, o primeiro jornalista e o segundo, designer. E agora os irmãos estão tendo uma dificuldade brutal (e gastando bastante dinheiro) para se defender na Justiça de uma ação volumosa do maior jornal do país. E a previsão dos advogados e professores de direito ouvidos pela dupla é a de que a Folha deve ganhar a ação, mais por ser uma companhia grande e poderosa e menos pelo mérito da questão em si.

Aqui entra o motivo pelo qual os irmãos Bocchini resolveram levar a questão para além das fronteiras do país: no Brasil, menos de 10 famílias dominam os grandes meios de comunicação. E uma dessas famílias é justamente a Frias, que ficou incomodada com a Falha de S.Paulo e suas brincadeiras como a do Darth Vader. Por corporativismo, nunca um órgão de uma família noticia algo relacionado à outra. É uma espécie de tradição brasileira. A censura de um blog, ainda mais seguida de um pedido de indenização, é uma ação judicial inédita no Brasil. Por conta disso, os irmãos Bocchini estão sendo chamados a diversos eventos de comunicação, convidados a dar palestras etc. Estão recebendo muita solidariedade de blogueiros e ativistas por liberdade de expressão de todo país, e figuras públicas como o ex-ministro Gilberto Gil gravaram depoimentos condenando a censura e o processo da Folha. Mesmo assim jornais rádios, TVs e revistas seguem ignorando completamente o assunto.

A preocupação geral é que, se o jornal ganhar essa ação inédita (como tudo indica que vá acontecer), um recado claro estará dado às demais grandes corporações brasileiras, sejam de comunicação ou não: se alguém incomodar você na Internet, invente uma desculpa como essa do  “uso indevido de marca”. A Justiça irá tirar o site do ar e ainda lhe conseguir uma indenização em dinheiro. Ou seja, está nascendo um novo tipo de censura em nosso país, justamente pelas mãos de quem vive da liberdade de expressão. E não estamos conseguindo furar o bloqueio da mídia convencional, dominada pelas tais poucas famílias que já dissemos. Por isso só nos resta agora apelar para o exterior.

 


O novo site dos irmãos Bocchini, o www.desculpeanossafalha.com.br tem todos os detalhes da censura. Os posts são em português, mas lá você confere esse texto em inglês, francês ou espanhol. E pode escrever em qualquer uma dessas línguas para desculpeanossafalha@gmail.com


Free download de livros completos!

27/12/2010

Tenho percebido muitos acessos aqui no Bazar21 de pessoas interessadas em download de filmes e documentários. Pensando nisso, resolvi compartilhar mais uma dica de site que disponibiliza livros completos para download no formato .pdf

O blog é atualizado com frequência, há categorias para localização de autores e há um box de pesquisa para fácil recuperação da informação. Altamente recomendável para quem quer aquele livro de última hora!

LetrasUSP Download é a indicação!


Censura no CMI!

27/12/2010

Temos muitas outras coisas boas para falar sobre o CMI neste editorial, mas resolvemos dedicá-lo a uma denúncia. O Centro de Mídia Independente vem sofrendo CENSURA. O caso é muito grave e importante pelos precedentes que abre, e precisa ser mais bem conhecido por todos, para gerar toda forma de apoio possível.

Resumidamente, provedoras de Internet estão bloqueando o acesso de seus clientes ao domínio midiaindependente.org. Mais especificamente: a Claro argumenta que uma sentença judicial está forçando-a a bloquear o acesso de seus usuários ao CMI. Suspeitamos que seja esta a mesma causa do bloqueio feito pela Net e pela Embratel ao CMI. Houve relato de bloqueio feito pela TIM, mas não tivemos mais informações sobre esta provedora.

Vamos expor todas as informações de que dispomos, então pedimos que leiam com atenção a descrição dos fatos sobre a CENSURA que o CMI vem sofrendo desde Abril deste ano. Organizamos tudo na forma de “perguntas e respostas” para facilitar. Clique no link abaixo, informe-se, divulgue e apóie nossa luta contra a censura!

Leia o texto completo aqui.


Eu acuso! (Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

25/12/2010

por Igor Pantuzza Wildmann

Advogado – Doutor em Direito. Professor universitário.

 

J’ACUSE !!!
(Eu acuso !)

(Tributo ao professor Kássio Vinícius Castro Gomes)

« Mon devoir est de parler, je ne veux pas être complice.
(Émile Zola)
Meu dever é falar, não quero ser cúmplice. (…)
(Émile Zola)

Foi uma tragédia fartamente anunciada. Em milhares de casos, desrespeito. Em outros tantos, escárnio. Em Belo Horizonte, um estudante processa a escola e o professor que lhe deu notas baixas, alegando que teve danos morais ao ter que virar noites estudando para a prova subsequente. (Notem bem: o alegado “dano moral” do estudante foi ter que… estudar!). A coisa não fica apenas por aí. Pelo Brasil afora, ameaças constantes. Ainda neste ano, uma professora brutalmente espancada por um aluno. O ápice desta escalada macabra não poderia ser outro.

 

O professor Kássio Vinícius Castro Gomes pagou com sua vida, com seu futuro, com o futuro de sua esposa e filhas, com as lágrimas eternas de sua mãe, pela irresponsabilidade que há muito vem tomando conta dos ambientes escolares. Há uma lógica perversa por trás dessa asquerosa escalada. A promoção do desrespeito aos valores, ao bom senso, às regras de bem viver e à autoridade foi elevada a método de ensino e imperativo de convivência supostamente democrática. No início, foi o maio de 68, em Paris: gritava-se nas ruas que “era proibido proibir”. Depois, a geração do “não bate, que traumatiza”. A coisa continuou: “Não reprove, que atrapalha”. Não dê provas
difíceis, pois “temos que respeitar o perfil dos nossos alunos”. Aliás, “prova não prova nada”. Deixe o aluno “construir seu conhecimento.” Não vamos avaliar o aluno. Pensando bem, “é o aluno que vai avaliar o professor”. Afinal de contas, ele está pagando… E como a estupidez humana não tem limite, a avacalhação geral epidêmica, travestida de “novo paradigma” (Irc!), prosseguiu a todo vapor, em vários setores: “o bandido é vítima da sociedade”, “temos que mudar ‘tudo isso que está aí’; “mais importante que ter conhecimento é ser ‘crítico’.” Claro que a intelectualidade rasa de pedagogos de panfleto e burocratas carreiristas ganhou um imenso impulso com a mercantilização desabrida do ensino: agora, o discurso anti-disciplina é anabolizado pela lógica doentia e desonesta da paparicação ao aluno – cliente…

 

Estamos criando gerações em que uma parcela considerável de nossos cidadãos é composta de adultos mimados, despreparados para os problemas, decepções e desafios da vida, incapazes de lidar com conflitos e, pior, dotados de uma delirante certeza de que “o mundo lhes deve algo”.Um desses jovens, revoltado com suas notas baixas, cravou uma faca com dezoito centímetros de lâmina, bem no coração de um professor. Tirou-lhe tudo o que tinha e tudo o que poderia vir a ter, sentir, amar.

 

Ao assassino, corretamente , deverão ser concedidos todos os direitos que a lei prevê: o direito ao tratamento humano, o direito à ampla defesa, o direito de não ser condenado em pena maior do que a prevista em lei. Tudo isso, e muito mais, fará parte do devido processo legal, que se iniciará com a denúncia, a ser apresentada pelo Ministério Público. A acusação penal ao autor do homicídio covarde virá do promotor de justiça. Mas, com a licença devida ao célebre texto de Emile Zola, EU ACUSO tantos outros que estão por trás do cabo da faca:

 

EU ACUSO a pedagogia ideologizada, que pretende relativizar tudo e todos, equiparando certo ao errado e vice-versa;

EU ACUSO os pseudo-intelectuais de panfleto, que romantizam a “revolta dos oprimidos”e justificam a violência por parte daqueles que se sentem vítimas;

EU ACUSO os burocratas da educação e suas cartilhas do politicamente correto, que impedem a escola de constar faltas graves no histórico escolar, mesmo de alunos criminosos, deixando-os livres para tumultuar e cometer crimes em outras escolas;

EU ACUSO a hipocrisia de exigir professores com mestrado e doutorado, muitos dos quais, no dia a dia, serão pressionados a dar provas bem tranqüilas, provas de mentirinha, para “adequar a avaliação ao perfil dos alunos”;

EU ACUSO os últimos tantos Ministros da Educação, que em nome de estatísticas hipócritas e interesses privados, permitiram a proliferação de cursos superiores completamente sem condições, freqüentados por alunos igualmente sem condições de ali estar;

EU ACUSO a mercantilização cretina do ensino, a venda de diplomas e títulos sem o mínimo de interesse e de responsabilidade com o conteúdo e formação dos alunos, bem como de suas futuras missões na sociedade;

EU ACUSO a lógica doentia e hipócrita do aluno-cliente, cada vez menos exigido e cada vez mais paparicado e enganado, o qual, finge que não sabe que, para a escola que lhe paparica, seu boleto hoje vale muito mais do que seu sucesso e sua felicidade amanhã;

EU ACUSO a hipocrisia das escolas que jamais reprovam seus alunos, as quais formam analfabetos funcionais só para maquiar estatísticas do IDH e dizer ao mundo que o número de alunos com segundo grau completo cresceu “tantos por cento”;

EU ACUSO os que aplaudem tais escolas e ainda trabalham pela massificação do ensino superior, sem entender que o aluno que ali chega deve ter o mínimo de preparo civilizacional, intelectual e moral, pois estamos chegando ao tempo no qual o aluno “terá direito” de se tornar médico ou advogado sem sequer saber escrever, tudo para o desespero de seus futuros clientes-cobaia;

EU ACUSO os que agora falam em promover um “novo paradigma”, uma “ nova cultura de paz”, pois o que se deve promover é a boa e VELHA cultura da “vergonha na cara”, do respeito às normas, à autoridade e do respeito ao ambiente universitário como um ambiente de busca do conhecimento;

EU ACUSO os “cabeça – boa” que acham e ensinam que disciplina é “careta”, que respeito às normas é coisa de velho decrépito;

EU ACUSO os métodos de avaliação de professores, que se tornaram templos de vendilhões, nos quais votos são comprados e vendidos em troca de piadinhas, sorrisos e notas fáceis;

EU ACUSO os alunos que protestam contra a impunidade dos políticos, mas gabam-se de colar nas provas, assim como

ACUSO os professores que, vendo tais alunos colarem, não têm coragem de aplicar a devida punição.

EU VEEMENTEMENTE ACUSO os diretores e coordenadores que impedem os professores de punir os alunos que colam, ou pretendem que os professores sejam “promoters” de seus cursos;

EU ACUSO os diretores e coordenadores que toleram condutas desrespeitosas de alunos contra professores e funcionários, pois sua omissão quanto aos pequenos incidentes é diretamente responsável pela ocorrência dos incidentes maiores;

 

Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos -clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia. Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza,
estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”.

A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima.

O opressor é você, que trabalha, paga suas contas em dia e vive sua vida. Minhas coisas não saíram como eu queria. Estou com muita raiva. Quando eu era criança, eu batia os pés no chão. Mas agora, fisicamente, eu cresci. Portanto, você pode ser o próximo.

Qualquer um de nós pode ser o próximo, por qualquer motivo. Em qualquer lugar, dentro ou fora das escolas. A facada ignóbil no professor Kássio dói no peito de todos nós. Que a sua morte não seja em vão. É hora de repensarmos a educação brasileira e abrirmos mão dos modismos e invencionices. A melhor “nova cultura de paz” que podemos adotar nas escolas e universidades é fazermos as pazes com os bons e velhos conceitos de seriedade, responsabilidade, disciplina e estudo de verdade.

 

 

 


PORQUE SOMOS PROFESSORES

11/12/2010

por Tarcísio Mauro Vago e Rodolfo Novellino Benda (Professores da EEFFTO/UFMG)

[carta-texto reproduzida aqui não apenas pelo colega Kássio, mas por um manifesto à Educação].

 

Para o Professor de Educação Física Kássio Vinícius Castro Gomes, em honra de sua VIDA, e aos que compartilham a imensa dor de sua perda.

“Me diz como pode acontecer, um simples canalha mata um Rei, em menos de um segundo…”

Há exatos 30 anos, Milton Nascimento cantou este verso para Lennon.

Agora, tristes, dilacerados pela dor, perplexos e indignados, cantamos o mesmo verso para Kássio Vinícius Castro Gomes, o Filho, o Esposo, o Pai de 2 Crianças, o Amigo querido e generoso, o Professor de Educação Física de tantos Alunos e Alunas.

É impossível dimensionarmos racionalmente o tamanho desta perda…

Kássio era para nós também um Rei, mas um Rei escolhido por nós, do nosso jeito. E nós o perdemos tão cedo, quando tanta VIDA havia ainda para viver. Tantos sonhos, tantas histórias…

 

Como pode acontecer? Por que isso pôde acontecer?

 

É um “desenredo”, é esta “vida que a morte anda armando”, é esta “morte que a vida anda tendo…”, como cantaram dolorosamente Dori Caymmi e Paulo César Pinheiro.

 

Mas, Kássio era daqueles que queriam a VIDA DA VIDA. Por isso, foi um Rei à sua maneira.

 

O nosso carinho por ele, a nossa homenagem para ele, é CONTINUAR A VIDA: SER KÁSSIO por aí afora, por onde estivermos, diante de crianças, de jovens, de adultos, enfim, diante dos humanos, em todos os seus sentimentos, asperezas e contradições.

 

É o que a VIDA de Kássio nos inspira. É o que sua VIDA nos exige. Porque foi isso que ele sempre fez: Viveu e quis ver a vida nascer, e a alegria se espalhar.

 

Kássio “ficou encantado”, diria Guimarães Rosa, e agora é Estrela, é Luz, é Saudade, é Inspiração. Uma Estrela a indicar caminhos, nos pedindo para insistir na Esperança, no Afeto, na Solidariedade, na Amorosidade, na Justiça.

 

Brilhe para nós, Kássio, que precisamos tanto, para CONTINUAR A VIDA.

 

E para CONTINUAR A VIDA é preciso EXIGIR que seja realizado o Direito de Kássio, de sua Família e de seus Amigos à Justiça. É o mínimo que lhe devemos, em honra de sua VIDA.

 

E nós estamos aqui para EXIGIR JUSTIÇA.

 

Como pode acontecer?

 

Este absurdo acontecimento, que causou comoção à população de Belo Horizonte e de Betim, onde Kássio morava, e estarreceu o Brasil, não pode ficar impune.

 

Um Professor chega para exercer seu Ofício em seu lugar de trabalho, o Instituto Izabella Hendrix. Em seu interior, é atacado por um estudante do Curso de Educação Física, que conseguiu entrar armado com faca nesta Instituição que se diz ‘protegida’. Em instantes, este Professor está morto. Um crime traiçoeiro, covarde, premeditado.

 

Infelizmente, foi também uma tragédia anunciada, e que poderia ter sido evitada: este aluno já havia causado problemas na Universidade Salgado de Oliveira (UNIVERSO), de Belo Horizonte, à qual esteve matriculado em 2008. Lá, ameaçou e perseguiu Professores e Estudantes, foi denunciado à Polícia, e sua família ‘convidada’ a retirá-lo de lá – expediente usado para não caracterizar expulsão.

 

Pelo Direito à Justiça, conclamamos que as autoridades desta Instituição, e também seus Professores e Estudantes, venham a público dar conhecimento dos problemas então causados por este aluno, enquanto esteve lá. Uma atitude que poderá ser decisiva.

 

Após ser ‘retirado’ da UNIVERSO, lamentavelmente, outra Instituição de Ensino Superior de Belo Horizonte,  o Instituto Izabella Hendrix, recebeu este aluno com uma simples transferência, sem realizar procedimentos acadêmicos rigorosos para o ingresso em seu corpo discente. Atitude que caracteriza descuido e irresponsabilidade acadêmicas. Ainda mais em uma Instituição que usa como propaganda o fato de ser centenária. Este tempo, por si só, não é garantia de qualidade. Mas, exatamente por ser centenária, esta Instituição tem como obrigação zelar por uma Educação Superior de qualidade. Infelizmente, parece mais evidente que orientou-se por interesses econômicos.

 

O que se exige e se espera desta Instituição, se ela quer respeitar sua própria História, e não maculá-la ainda mais, é que não se preocupe tanto em preservar seu nome, mas em assumir atitude digna diante da gravidade do acontecimento: expor à Justiça os fatos, com depoimentos de suas autoridades sobre todo o histórico escolar deste aluno e entregando todas as provas indiciárias de que dispuser.

 

E, principalmente, que ofereça, de fato e não por mera retórica, à Família do Professor Kássio, todo o amparo jurídico para realizar seu Direito à Justiça. Contratar Advogados e assumir seus custos são suas obrigações mínimas. O silêncio desta Instituição (o mesmo silêncio que pediu a seus Professores por mensagem eletrônica), as tentativas de tomar o fato como “caso isolado” e de procurar manter seu cotidiano em normalidade (procedimento mais que artificial, desumano), poderão ser vistos como sinônimos de cumplicidade com a violência. Será outra barbaridade contra o Professor Kássio e à sua Família.

 

Este lamentável acontecimento também exige ser analisado tendo em vista as circunstâncias em que se realiza o ensino superior privado no Brasil. É evidente a crise que muitas dessas Instituições experimentam, depois de anos de crescimento desordenado, em que critérios acadêmicos mínimos foram e são atropelados, em uma busca desesperada por alunos (mais verdadeiro será dizer ‘clientes’). A absoluta falta de rigor acadêmico em processos seletivos para ingresso expressa mensagem de que o que importa e acaba decidindo a entrada e a permanência de alunos em tais instituições é aumentar o efetivo que paga suas mensalidades. Sim, sabemos de exceções, sabemos que existem instituições privadas idôneas, mas elas apenas confirmam a regra.

 

A Educação Superior é direito de todos, e somos desde sempre favoráveis às ações que o ampliem, especialmente àqueles que sempre foram excluídos dele. No entanto, a realização deste direito há que ser simultânea à garantia da qualidade acadêmica da Educação Superior, o que só se consegue com princípios e práticas acadêmicas rigorosas, que não se deixam capturar nem tampouco reduzir aos interesses de uma indústria de diplomas – que não tem escrúpulos quando se trata de obter lucros.

 

A conseqüência é a banalização da Educação Superior, em que o ingresso, a permanência e a aprovação se dão a qualquer preço – ou melhor (ou pior), ao preço de uma mensalidade paga em dia. Sem critérios, sem rigor, sem procedimentos acadêmicos, o que temos? Temos isso que está aí…

 

Uma das conseqüências perversas disso que temos aí sob o nome de “ensino superior privado” é a exposição de Professores e Estudantes à insegurança, à violência, à barbárie. O Professor Kássio foi mais uma vítima destas circunstâncias. Importa compreender que tais circunstâncias não são obras do acaso: são produto do modus operandi predominante em instituições de ensino superior privado.

 

Particularmente, o Professor se vê desprotegido, desamparado e  desautorizado no exercício de seu Ofício.  É o maior prejudicado. Todos os dias a morte o espreita: a morte de sua vontade, a morte de seu ímpeto, a morte de seu desejo de se envolver com a Educação. E a morte mesmo, crua e bárbara. Temos morrido um pouco a cada dia…

 

No entanto, é preciso enfrentar essas mortes. Enfrentar a barbárie. Para que ela não se repita. A barbárie não pode ser maior que nós.

 

Por isso, a nossa dor de agora se expressa também em nossa rebeldia. Não é hora de calar.

 

Nos rebelamos contra o aviltamento de nosso Ofício de Professor. Nos rebelamos contra as precárias condições em que nosso trabalho se realiza, em que o salário humilhante é apenas a parte mais visível. Nos rebelamos contra a mercantilização da Educação.

 

Repudiamos este intolerável atentado à nossa condição de Professores.

 

Há algo de muito errado em uma sociedade em que Professores são mortos dentro de escolas…

 

Os Professores queremos isso: respeito à nossa condição.

 

O que temos feito?

 

Contra todas as dificuldades, e ainda que também estejamos sujeitos ao erro, temos nos esforçado para oferecer com o nosso trabalho uma contribuição para a Cidadania, procurando formar profissionais de várias áreas, todas necessárias ao País. Mas, nossa Profissão tem sido constantemente desvalorizada.

 

Tentamos primar pelo rigor acadêmico, valorizar a aquisição de conhecimentos fundamentais à formação e a intervenção profissionais. É o que a sociedade, com toda razão, espera de nós.

 

Porque somos Professores, trabalhamos com a palavra, o argumento, os conhecimentos vindos das ciências e das culturas para olhar a realidade que nos envolve.

 

Porque somos Professores, procuramos agir para potencializar o que é bom, e para enfrentar as nossas muitas dores sociais.

 

Porque somos Professores, assumimos compromissos com os problemas que afligem nosso País, nossas crianças, nossos jovens, nossos adultos.

 

Porque somos Professores, continuaremos trabalhando para a construção do presente, e do futuro. Não importa o quanto distante esteja. Importa é que estamos aqui.

 

Porque somos Professores, pedimos apenas isso: RESPEITO E DIGNIDADE PARA A NOSSA PROFISSÃO.

 

Porque somos Professores, exigimos JUSTIÇA: para o Kássio, para toda a sociedade.

 

Porque somos Professores, são estas as nossas maneiras de amar este nosso País tão querido.

 

Professores são aqueles que “escrevem cartas para o futuro”, alguém disse –  escrevem cartas no presente para que exista futuro…

 

O Professor Kássio vinha escrevendo suas cartas, e elas eram tão bonitas. E nós sabíamos disso. Todos os seus alunos e alunas sabem disso. Sua Família sabe disso.

 

Nós, seus amigos Professores de Educação Física, sentimos muito orgulho de tê-lo tido entre nós.

 

Porque somos Professores, PORQUE SOMOS KÁSSIO, continuaremos a escrever cartas. Não nos matem. Tratemos de cuidar da VIDA.

 

Pelo Kássio. Por nós. Pela própria VIDA.

 

A VIDA CONTINUA.

 


Sobre o Compartilhamento Legal face à Reforma da Lei de Direitos Autorais

08/12/2010

Carta escrita por Richard Stallman.

Sítio do Compartilhamento Legal.

Contribuição assinada por algumas universidades e artistas a respeito do artigo de compartilhamento de arquivos digitais.

 

Leiam e tirem suas próprias conclusões.

A minha opinião, por enquanto, está em suspenso, a espera dos debates.

 

 

 


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